Helena ficou em silêncio.
Pelo visto, ele estava guardando rancor!
— Naquela época, morri de vergonha, nunca tinha sentido tanta humilhação.
— Mas agora, pensando bem, sinto que foi uma espécie de felicidade.
— Por isso, quero transmitir essa felicidade a você.
Helena continuava sem palavras.
Daniel colocou Helena na cadeira.
Helena sorriu sem graça.
— Melhor deixar pra lá! Você é ótimo, mas não faça mais isso.
Daniel entregou o prato de macarrão a ela.
— Prove, veja como ficou meu tempero.
— Oh, o grande presidente sabe cozinhar macarrão?
— Antes não sabia, aprendi depois, aprendi por sua causa.
Helena, tendo dormido até às dez, estava realmente faminta e começou a comer.
— O sabor está ótimo, tem potencial de chef.
— Já que foi demitido, por que não muda de profissão e vira cozinheiro?
— Ser seu cozinheiro pela vida toda? — Daniel ergueu uma sobrancelha.
— Não seria má ideia, embora seja um desperdício de talento!
— Mas eu faria isso com todo prazer.
O olhar de Daniel era gentil, transbordando a imagem de Helena.
Ele pegou um guardanapo e limpou suavemente o canto da boca dela.
— A propósito, já que não vai para a empresa, o que vamos fazer hoje? — Perguntou Helena de repente.
Mal acabou de falar, o celular de Helena tocou.
Era Chloe.
— Senhorita Helena, desculpe incomodar.
— Chloe, o que houve?
— É que a nossa Senhora adoeceu novamente e a casa está um caos.
— A saúde da Senhora não está boa e o jovem Benjamim Silveira está chorando e gritando para ver você.
— Ninguém consegue segurá-lo.
— Você poderia vir à mansão da família Silveira?



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