Em um instante, Tereza tornou-se novamente o alvo das críticas de todos.
Antonieta Malta sentiu que era o momento de intervir.
— Pessoal, parem de falar; eu não vou levar em conta as atitudes da Tereza Souza, e não é necessário nenhum pedido de desculpas! — Disse ela.
Antonieta Malta terminou de falar e olhou gentilmente para Tereza.
— Tereza Souza, fico feliz que você tenha vindo; vamos nos divertir juntos! Somos colegas, não guarde rancor, está bem?
— Não está bem! — Respondeu Tereza em voz alta.
Hector Domingos, aquele cão de guarda, saltou novamente.
— Tereza Souza, não seja ingrata; a Antonieta já cedeu bastante. Você nos seguiu escondida e ainda quer o quê?
O olhar afiado de Tereza varreu Hector Domingos.
— Eu não falo com idiotas como você. Vocês todos têm algum problema? — Disse Tereza.
— Eu já disse que não segui vocês; este é um local público, venho e vou quando quero. Vocês ficam falando asneiras aqui, é realmente irritante! — Exclamou ela.
Ao terminar de falar, Tereza empurrou Antonieta Malta levemente.
— Por favor, dê licença. — Pediu ela.
Em seguida, ela foi direto para a sala privada da frente e fechou a porta!
Todos ficaram em silêncio.
Hector Domingos não conseguia acreditar.
— Será que ela entrou na sala errada? A nossa sala é aqui. — Disse ele.
Alguns colegas já haviam percebido algo.
— Parece que ela realmente não veio atrás de nós; ela deve ter um encontro!
— Mas como ela conseguiu entrar numa sala tão exclusiva? Quem a convidou?
— Parece que nós é que fomos os palhaços agora; achamos que ela estava nos seguindo, mas na verdade ela foi encontrar outra pessoa!
A expressão de Antonieta Malta ficou muito feia.
Ela não esperava ser humilhada por Tereza hoje.
— Espere até o dia em que eu recuperar minha identidade, quero ver se eles ainda vão rir! Ultimamente tem sido muito irritante... — Desabafou ela.
Tereza reclamou com Helena sobre os acontecimentos recentes.
— Quer que eu investigue essa Antonieta Malta para você? — Perguntou Helena.
— Não precisa, já perguntei para minha mãe; de qualquer forma, ela não é parente da nossa família, deve ser filha de algum executivo. Deixe-a se gabar por alguns dias! — Respondeu Tereza.
Helena e Tereza conversaram por mais de uma hora antes de decidirem ir para casa.
Assim que Helena saiu, ela viu aquela figura familiar.
Era o homem tatuado, o homem chamado tio Dragão!
Ele havia escapado no cais anteriormente, mas desta vez ela precisava capturá-lo.
Helena seguiu silenciosamente atrás de tio Dragão e o viu entrar em uma sala privada luxuosa.
Vendo isso, Helena procurou um vestiário de funcionários; ao entrar, viu um uniforme sobre o armário.
Ela trocou de roupa rapidamente e tirou algo semelhante a uma cápsula do bolso.

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