Assim que Antonieta Malta terminou de falar, ela olhou deliberadamente para Tereza.
— Tereza Souza, você trabalhou duro comprando café para todos hoje, então precisa vir esta noite!
— Eu não vou, não tenho tempo. — Recusou Tereza, diretamente.
Antonieta Malta achou que, ao demonstrar gentileza, Tereza a bajularia como todos os outros.
O resultado foi que ela simplesmente não quis.
Ela rejeitou sua bondade em público.
Parecia que essa Tereza era realmente obstinada e não sabia julgar a situação.
— Tereza Souza, a Antonieta te convidou sinceramente, esquecendo os conflitos passados, e você ainda recusa; que atitude é essa? — Hector Domingos, aquele bajulador, levantou-se novamente para atacá-la.
— E daí? Só porque ela convidou, eu sou obrigada a ir? Quem definiu essa regra? — Retrucou Tereza.
— Hector Domingos, você escolheu ser um capacho, mas eu não vou, humpf! — Continuou ela.
— Que capacho? Cuidado com o que fala! Eu te digo, aquele lugar é o Vibra Brasil, e reservar uma sala privada lá não é fácil. — Disse Hector, irritado.
— Uma pessoa de classe baixa e sem cultura como você merece viver assim para sempre! — Completou ele.
— Eu não tenho cultura? Deixe-me dizer, eu costumava ir ao Vibra Brasil frequentemente, conheço aquele lugar tão bem que poderia andar lá de olhos fechados! — Rebateu Tereza.
Tereza estava furiosa.
Antigamente, quando ela saía com Helena e seus amigos, era sempre lá, e nas salas mais luxuosas.
Aquilo era apenas parte de sua vida cotidiana.
Aos olhos deles, parecia que entrar no Vibra Brasil era um feito extraordinário.
Eles é que eram as rãs no fundo do poço, pessoas de visão curta!
No entanto, as palavras de Tereza fizeram todos sorrirem com desdém novamente.
— Ela realmente tem delírios de grandeza, achando que é a filha do presidente! Como se o Vibra Brasil fosse a casa dela, onde pode ir quando quiser.
— Acho que ela enlouqueceu com a pressão do trabalho recentemente! Ou talvez tenha lido romances demais.
— Sinto vergonha alheia por ela; é tão constrangedor que chega a dar arrepios.
Hector Domingos começou a rir alto.
— Quem é ele?
Vendo que Iran Alves havia ido embora, Hector Domingos voltou a agir com arrogância.
— Ah, é apenas um segurança, o noivo da Tereza Souza.
— Antonieta, às vezes essas pessoas de classe baixa são as mais difíceis de lidar; é melhor não provocarmos, ou ele vai te perseguir sem vergonha nenhuma! — Explicou Hector.
— Entendi, então o noivo da Tereza Souza é um segurança. — Disse Antonieta.
Um brilho de desprezo passou pelos olhos de Antonieta Malta.
Chegou a noite.
Todo o pessoal do departamento de vendas foi para o Vibra Brasil, exceto Tereza.
Muitos deles nunca tiveram a oportunidade de vir a um clube tão exclusivo, e hoje, graças a Antonieta Malta, finalmente puderam conhecê-lo.
— Antonieta, ouvi dizer que as salas deste andar são muito difíceis de reservar; você é realmente capaz! — Disse Hector Domingos, entusiasmado.
Parecia que Antonieta Malta não era, de fato, uma pessoa comum.

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