— Sim, eu o encontrei na rua.
— Será que você poderia cuidar dele um pouco? Quando a senhora voltar, nós iremos buscá-lo. No momento, não há ninguém disponível para vigiar o jovem mestre Benjamim Silveira.
Helena pensou por um instante e acabou concordando.
— Tudo bem, então.
Ao desligar o telefone, Helena olhou para Benjamim Silveira ao seu lado.
Parecia que ela não conseguiria escapar desse grande problema hoje.
Vendo que o horário de trabalho se aproximava, Helena não teve escolha a não ser levá-lo para o LAX Studio.
No caminho, ela comprou alguns lanches para Benjamim Silveira.
Ao chegarem ao LAX Studio, ela o instalou em uma sala de descanso.
— Jovem mestre Benjamim Silveira, fique aqui comendo quietinho e não saia andando por aí, entendeu? Assim que eu terminar meu trabalho, venho te buscar. — Instruiu Helena.
— Tá bom! Mas não minta para mim. Se mentir, você vira um cachorrinho! Au, au, au!
— Certo! — Helena acariciou a cabeça dele, fechou a porta e foi trabalhar.
A tarde inteira, Helena esteve ocupada.
Elaine Lima delegou muitas tarefas a ela.
Enquanto ela ainda organizava os documentos, Renata Sadrosa apareceu.
— Helena, você ainda não terminou de organizar isso? — Perguntou Renata Sadrosa.
— Sim, já estou acabando.
— Você ficou aqui o tempo todo, então não sabe. Apareceu um tarado no banheiro feminino. Foi assustador! Sorte que eu escapei rápido. Como o LAX Studio deixou alguém assim entrar? Não sei para que servem esses seguranças, deixaram um pervertido entrar.
— Tarado? — Helena franziu a testa.
— É. O tarado até que era bonitão, parecia um galã. Quem diria que ele ficaria espiando os outros fazerem xixi e ainda tiraria as calças? Diz se não é um doente?
Helena teve um estalo repentino.
A pessoa que estava sendo espancada era, de fato, Benjamim Silveira.
— Parem! — Helena gritou, bloqueando o ataque.
Bastou um momento longe de seus olhos para que aquele garoto causasse problemas.
— Helena, por que você me empurrou? Você é louca? Ele é um pervertido! — Reclamou Elaine Lima.
— Vocês entenderam errado. Ele não é um pervertido, ele é uma pessoa com deficiência. Ele sofreu um trauma grave e tem a mentalidade de uma criança de três anos. Ele deve ter entrado por engano, não foi intencional. Parem de agredi-lo!
— Ah, então é um doente mental!
— Mas doentes mentais também assustam!
— Ser doente mental dá o direito de espiar os outros no banheiro?
Elaine Lima interveio novamente:
— Helena, o que você quer dizer? Ele veio ao banheiro feminino espiar as pessoas e nós não podemos fazer nada? Você sabe que o assistente Domingos quase morreu de susto? O cara ficou olhando fixamente enquanto o assistente Domingos subia as calças! E você ainda o defende? Vocês estão juntos nessa, não estão?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada