Serena Mascarenhas Silveira mal podia acreditar que aquelas palavras vinham de Dona Anahi.
Ela sempre a tratara como uma irmã mais nova. Tudo o que tinha de bom, ela pensava em compartilhar com Anahi. Foi por isso que confiou seu filho a ela.
E o resultado foi descobrir que ela abrigava tamanha ambição e maldade.
— Senhora, agora que a situação está clara, não convém que eu diga mais nada. A senhora decide o que fazer. — Disse Helena.
Serena Mascarenhas Silveira estava profundamente abalada, e Chloe correu para ampará-la.
— Eu entendi. Alguém! Arrastem-na daqui. Eu não vou deixar isso barato. Quero que ela vá para a cadeia!
Enquanto Dona Anahi era arrastada, Benjamim Silveira dançava e gesticulava de alegria.
— A Galinha Velha foi embora! A Galinha Velha foi embora! Ieieiê!
Chloe perguntou, confusa:
— Jovem Mestre Benjamim Silveira, por que o senhor a chama de Galinha Velha?
Benjamim Silveira respondeu com inocência:
— Porque ela queria me bicar. Doía muito, muito.
O coração de Serena Mascarenhas Silveira doeu como se tivesse sido cortado por uma faca. Ela avançou e abraçou Benjamim Silveira.
— Meu filho, a culpa é da mamãe. A culpa é toda minha. Eu não devia ter deixado você morar fora. Se eu tivesse mantido você ao meu lado e dedicado mais tempo para cuidar de você, você não teria passado por isso. Como você suportou esses anos todos? Buááá! — Serena Mascarenhas Silveira começou a chorar de tristeza.
Benjamim Silveira não entendeu por que Serena Mascarenhas Silveira estava chorando. Ele pegou uma maçã e ofereceu a ela.
— Mamãe, não chore. Coma a maçã. A maçã é muito gostosa, mas a Galinha Velha não me dava. Ela dizia que a maçã era dela...
Ao ouvi-lo murmurar aquelas palavras, todos os presentes sentiram um aperto no peito.
Depois de resolver o assunto, Helena planejava deixar a mansão da família Silveira, mas Benjamim Silveira segurou sua mão e não a deixou ir.
Serena Mascarenhas Silveira pediu para Helena levar Benjamim Silveira para brincar um pouco lá fora e esperar que ele se acostumasse antes de ela partir.
Helena observou Benjamim Silveira comendo a maçã despreocupadamente e não pôde deixar de pensar em seu próprio irmão mais velho.
Embora seu irmão estivesse muito melhor que Benjamim Silveira, a mente dele também não funcionava bem.
Neste mundo, sempre existe um grupo de pessoas especiais que precisam de mais amor e cuidado.
Talvez por ter se lembrado do irmão, Helena teve tanta paciência para ficar ali acompanhando-o.
Mal ela terminou de falar, Benjamim Silveira empurrou Daniel de repente.
— Sai daqui! Não roube a irmã bonita de mim! Sai! Sai!
Daniel recuou um passo.
— Sossegue um pouco, ela não é sua! — Disse Daniel.
Paf!
De repente, Benjamim Silveira avançou e deu um soco nele.
— Você está mentindo! Ela é minha! A irmã bonita é minha, você não pode roubá-la!
Daniel levou um soco, e quando Benjamim Silveira ia bater novamente, Helena o impediu imediatamente.
— Pare! Jovem Mestre Benjamim Silveira, não bata mais. Se você bater de novo, eu vou embora!
— Irmã bonita, não vá. Eu vou ser bonzinho, vou obedecer...
— Vá brincar ali. Tem muitas flores lá. Vá colher mais algumas e depois faça uma coroa de flores para mim. — Helena apontou para o jardim.

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