Todos ficaram atônitos.
Mas pensaram: com tantos deles, será que não venceriam uma única garota numa batalha de resistência?
Eles frequentavam jantares assim constantemente e eram treinados na arte de beber.
No entanto, após uma rodada, todos caíram derrotados, com os rostos vermelhos e inchados.
Alguns, incapazes de aguentar, correram furtivamente para o banheiro para vomitar.
Daniel olhava para Helena com a admiração de um fã devoto.
Sua Helena era incrivelmente resistente ao álcool!
Pelo visto, sua preocupação fora desnecessária.
Helena era, de fato, um tesouro.
— Vamos, continuem! — Disse Helena aos demais, segurando sua taça.
Ela não parecia nem um pouco bêbada, apenas com as bochechas levemente coradas.
Enquanto isso, os outros estavam debruçados sobre a mesa, incapazes de se mover.
— Di... Diretor Silveira, eu... eu me rendo por hoje. A Srta. Gomes é... é uma verdadeira lenda entre as mulheres! — O Diretor Serra estava completamente subjugado.
Ele nunca mais ousaria provocar Helena.
Daniel levantou-se e disse:
— Vejo que todos já beberam o suficiente por hoje. Voltem e descansem cedo.
Ao ouvirem as palavras de Daniel, todos sentiram um imenso alívio.
Finalmente estavam libertos.
Desta vez, a equipe adversária fora completamente aniquilada.
Daniel partiu levando Helena consigo.
A expressão de Iolanda Peregrino era péssima; ela jamais imaginou que a tolerância alcoólica de Helena fosse tão alta.
Como aquela mulher era feita? Ela não era normal, nada conseguia derrubá-la!
— Helena, eu não sabia que você bebia tão bem.
— Vou te contar: as pessoas bebem bem porque têm uma enzima específica no corpo. Se a quantidade dessa enzima for alta, a pessoa resiste ao álcool; a bebida é decomposta como se fosse água, evitando a embriaguez. Anos atrás, injetei essa enzima no meu corpo. Então, para mim, beber álcool é o mesmo que beber água.
Então era isso; Daniel finalmente entendeu.
Antigamente, quando Helena estava na Falveria, ela executava muitas missões.
Nesse processo, o álcool era inevitável, e ficar bêbada comprometeria as missões.
Um garçom estava parado à porta.
— Srta. Peregrino, sou do serviço de quarto.
Iolanda Peregrino abriu a porta.
— O que você quer?
O garçom disse educadamente:
— Srta. Peregrino, o Sr. Silveira pediu que a senhorita fosse encontrá-lo no quarto 0909.
— É verdade o que você diz? — Iolanda Peregrino estava exultante.
Ela não esperava que Daniel a procurasse tão tarde.
Ele não tinha ido embora com Helena?
— É verdade, eu não ousaria mentir para a senhorita. — Disse o garçom antes de partir.
Iolanda Peregrino, cheia de alegria, foi escolher um vestido de alças de renda vermelha.
Retocou a maquiagem.
Olhando-se no espelho, viu sua figura esbelta e sexy; ela estava deslumbrante.

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