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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 587

Mais tarde, após treinar com seu mestre, Pedro Vieira já não era páreo para ela.

Em busca de vingança, Helena o surrava toda vez que o encontrava na vila.

Ela o interceptava até mesmo no caminho para a escola para intimidá-lo.

Sua técnica de bullying era refinada; ela nunca deixava cicatrizes óbvias em seu corpo.

O objetivo era fazê-lo sentir uma dor excruciante, mas invisível.

Sempre que Pedro Vieira voltava para casa e contava à mãe, ela, uma mulher simples e sem instrução, não via ferimentos e achava que ele estava fingindo doença.

Como resultado, ele acabava sendo repreendido novamente.

A infância de Pedro Vieira foi marcada por um terror absoluto de Helena.

A primeira reação dele ao vê-la deveria ter sido de medo, mas ele ousou trazer pessoas para intimidá-la.

Certamente havia uma razão para isso; alguém, sem dúvida, o havia instigado.

Ele sonhava alto se achava que poderia enganá-la com um truque tão barato.

— Eu falo... eu falo. Helena, por favor, me solte. Foi um momento de loucura, me desculpe! Me desculpe! Eu errei, sei que errei, nunca mais farei isso! Buááá...

Pedro Vieira chorava copiosamente.

Ele cresceu sendo intimidado por Helena e, desta vez, como alguém se ofereceu para ajudar, achou que poderia vencê-la.

Afinal, ele havia trazido tanta gente!

Eram todos delinquentes da vila, rapazes que não temiam a morte, mas, inesperadamente, foram derrotados por Helena.

Só então Helena retirou o pé de cima dele.

— Fale. Quem instigou você?

Como havia perdido alguns dentes, Pedro Vieira falou de forma confusa:

— Foi... foi uma mulher. Ela me procurou e me deu alguns milhares de reais. Ela pediu para eu arranjar alguns bandidos para te assustar na estrada. Eu fiquei tentado pelo dinheiro e aceitei! Helena, me desculpe... eu nunca mais farei isso. Buááá... eu quero ir para casa, quero minha mãe!

— Cale a boca! Pare de chorar, seu covarde! Como era essa mulher?

Pedro Vieira hesitou por um momento.

— Ela... ela... eu não sei. Ela usava máscara e chapéu.

Desde que o dinheiro fosse pago, ele não se importava com os detalhes.

Se soubesse que acabaria assim, não teria aceitado nem pelo dobro do valor.

Pedro Vieira cuspiu no chão; a saliva estava misturada com sangue.

Ariana Lacerda já tinha suas suspeitas.

Daniel procurou Helena imediatamente.

— Como foi o dia? Tivemos alguns imprevistos na estrada, por isso me atrasei.

— Tudo bem, eu saí para caminhar um pouco.

Nesse momento, Cleiton interveio:

— Diretor Silveira, há um jantar de negócios esta noite, não se esqueça.

— Certo, eu sei.

Daniel segurou a mão de Helena.

— Helena, venha comigo ao jantar esta noite. Vou me trocar, me espere um pouco.

Helena assentiu.

Enquanto Daniel trocava de roupa, Iolanda Peregrino apareceu.

Ela usava um vestido deslumbrante e parecia exalar charme e sedução.

Comparada às roupas casuais e simples de Helena, ela sentia que havia vencido completamente.

Apenas alguém como ela tinha o direito de caminhar ao lado de Daniel.

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