Enquanto conversavam, o telefone de Helena tocou.
— Alô, Helena? É o Jonas. Tenho péssimas notícias! A empresa do Sr. Gomes está com problemas sérios! — A voz do outro lado era urgente.
Jonas trabalhava como segurança na fábrica de eletrônicos, junto com Bento Gomes.
Era surpreendente que ele ligasse diretamente para ela.
— O que aconteceu, Jonas?
— É o seguinte: dois funcionários passaram mal depois de comer no refeitório hoje.
— Eles vomitaram e desmaiaram dentro da fábrica.
— Agora estão na UTI e ainda correm risco de vida.
— Dizem que foi intoxicação alimentar.
— As famílias trouxeram muita gente para protestar na porta da empresa e não conseguimos segurá-los.
— Certo, estou indo para aí agora mesmo.
— Helena, o que houve? — Perguntou Clara.
— Clara, a empresa do papai está com problemas e preciso ir para lá agora.
— Se a Elaine Lima perguntar, por favor, cubra minha ausência.
— Tudo bem, entendi. Vá rápido!
Helena correu para a empresa.
Ela encontrou uma multidão bloqueando a entrada.
Um familiar da vítima desmaiou no chão, chorando.
Tinham acabado de receber a notícia de que um dos funcionários não resistiu e faleceu.
— Devolvam meu filho!
— Que tipo de empresa é essa?
— Vocês mataram meu filho!
— Meu pobre filho, tão jovem e se foi assim.
— O que será da nossa família agora?
— Helena, você veio! — Bento avistou a irmã.
— Irmão, onde está o papai?
— O papai está lá em cima.
— Fique tranquila, eu estou segurando essa gente, eles não vão entrar!
O lado de fora estava um caos absoluto.
Até os repórteres já haviam chegado.
Dentro da empresa, uma reunião de emergência acontecia.
A reunião durou várias horas até finalmente se dispersar.
— Tio, eu não esperava que algo assim acontecesse sob sua gestão.
— Para ser franca, isso é má administração sua.
— Estamos falando de vidas humanas! — Catarina adiantou-se para acusar.
— O erro foi meu e eu cuidarei das consequências.
— Cuidar das consequências? Acho melhor o tio renunciar e dar lugar a quem é capaz! — Benedito Gomes fez coro à irmã.
Os dois irmãos estavam apenas esperando a queda de Rafael.
— Vocês querem tanto que meu pai renuncie que começo a suspeitar que foram vocês que armaram tudo isso! — Helena interveio, aproximando-se.
— Você de novo, Helena? O que veio fazer aqui? — Perguntou Catarina.
Catarina ainda guardava rancor pela humilhação no casamento.
Ela ainda não havia se vingado.
Desta vez, ela estava determinada a expulsar a família do tio mais velho.
Ela queria ter a NovaTech Eletrônicos na palma de sua mão.
— Vim ver o meu pai, é claro. Por acaso não posso?
— Helena, vocês estão acabados! Espere e verá! — Catarina lançou a ameaça.

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