Escritório do Gerente Geral.
Rafael ainda estava ocupado quando viu Ayrton entrar.
— Ayrton chegou. Sente-se! — Cumprimentou Rafael.
— Gerente Geral.
— Ayrton, precisa de algo?
Rafael sempre fora uma pessoa gentil.
Nunca descontou nele por causa do assunto da Clara.
Ele era muito íntegro.
Na empresa, agia como deveria agir.
Ele pensava apenas no bem da empresa, mas Catarina tramava contra ele a todo momento.
Ayrton sentiu vergonha por ela.
— Gerente Geral, sobre o assunto da Clara, nunca conversei direito com o senhor.
— Hoje, peço desculpas formalmente.
— A culpa foi minha. Eu magoei a Clara. — Disse Ayrton, de cabeça baixa.
— Ah, é por isso?
— Fique tranquilo, Clara já superou isso.
— São águas passadas, não precisa se preocupar.
— Que bom.
— Além disso, aqui está minha carta de demissão. Por favor, dê uma olhada!
— Demissão? — Rafael ficou atônito por um instante.
— Sim. Sinto que não tenho cara para continuar na empresa.
— Quero me aventurar lá fora.
— Gerente Geral, espero que aprove.
— Ayrton, se for por causa da Clara, não é necessário.
— Sua capacidade é muito forte.
— Eu nunca me importei... — Disse Rafael, ansioso.
— Não! Gerente Geral, não é totalmente por causa da Clara.
— Eu mesmo quero ir embora.
— Falarei pessoalmente com a velha senhora.
— Acredito que ela entenderá.
— Peço também que o senhor me apoie e respeite minha vontade pessoal.
Ayrton sentia que, ficando com Catarina todos os dias, seria levado à loucura por aquela mulher sem vergonha!
A desfaçatez dela não tinha limites.
Ele não queria ficar naquele lugar nem mais um segundo.
Deixaria que ela ficasse sozinha!
Rafael, vendo que ele estava decidido, não insistiu mais.
— Tudo bem. Já que está decidido, não vou te segurar.
— Você é um bom rapaz, terá um grande futuro!
Ayrton perguntou, confuso:
— Que coisas eu tenho pendentes?
— Seu casamento, é claro!
— Essa Catarina age como uma madame.
— Não faz nada o dia todo e ainda corre para trabalhar fora.
— Agora não cuida de nada em casa.
— Não sei para que serviu casar com ela.
— Filho, que tal você ir atrás da Clara?
— Clara tem o coração mole.
— Você a reconquista e depois se divorcia da Catarina.
— Nossa família e a família Silveira serão parentes.
A expressão de Ayrton mudou imediatamente.
— Mãe, você tem noção do que está dizendo?
— Claro que sei! Estou pensando em você.
— De qualquer forma, você não gosta dessa Catarina.
— Antes era por causa da criança que tivemos que aceitar o casamento.
— Agora que a criança se foi, você não tem mais amarras.
— É a chance perfeita para cortar relações com ela!

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