Ela achava que Bianca era uma desavergonhada.
Perseguir Isaque Domingos até a empresa era o cúmulo.
— Tudo bem, entendi. — Respondeu Bianca.
Mas ela não foi embora.
Ela continuou esperando.
Se visse Isaque Domingos saindo do trabalho, perguntaria a ele pessoalmente.
Roberta percebeu as intenções de Bianca.
Ela planejava insistir até vencer pelo cansaço.
Então, Roberta ordenou que os seguranças viessem e retirassem Bianca do local.
— É assim que vocês tratam as pessoas? Eu sei andar sozinha! Que tipo de empresa é essa! — Gritou Bianca, humilhada e furiosa.
Ela só queria ficar sentada um pouco mais, mas nem isso permitiram.
Ela foi jogada para fora da entrada da empresa.
A cena foi capturada por alguém que passava.
Bianca, extremamente desapontada, sentou-se nos degraus.
Ela ainda não planejava partir.
Se não visse Isaque Domingos, ela estaria acabada esta noite!
Catia Silva e Liliane Martins iriam pisá-la sem dó.
Enquanto sofria com seus pensamentos, viu um carro parar à sua frente.
Uma mulher vestindo roupas de couro justas desceu do veículo.
Ela segurava uma pasta de documentos na mão.
Bianca levantou-se, entusiasmada.
— Alana!
Era a guarda-costas que agira em sua casa da última vez!
Bianca lembrava-se de como Alana fora incrível; ela ficara impressionada na ocasião.
Em dois ou três movimentos, Alana derrubara aqueles dois brutamontes.
— Srta. Martins?
— Alana, o que você está fazendo aqui? — Perguntou Bianca.
— O diretor Domingos pediu que eu buscasse um documento importante para ele.
— Você pode me levar para ver o diretor Domingos? — Bianca agarrou-se àquela chance como a uma tábua de salvação.
— Não.
Mas Bianca estava ali, agindo com intimidade com ela!
Era realmente estranho.
— Alana, por que você a trouxe? Este é o andar da presidência, não é qualquer um que pode subir aqui. — Roberta questionou Alana.
Alana apenas lançou um olhar indiferente para ela.
Em seguida, caminhou em direção ao escritório de Isaque Domingos.
— Hmph! — Bianca lançou um olhar provocativo para Roberta de propósito.
Roberta tremeu de raiva.
Alana bateu na porta, entrou e entregou o documento a Isaque Domingos.
— Alana, bom trabalho. Este documento é confidencial, eu não confiaria em qualquer pessoa para trazê-lo.
Alana não disse nada; seu rosto permaneceu sem expressão.
— Mais alguma coisa? — Perguntou Isaque Domingos.
— A Srta. Martins quer vê-lo.
— Qual Srta. Martins? — Isaque Domingos não entendeu.
Ele já havia esquecido o assunto sobre Bianca naquele dia.
— Aquele dia. A Srta. Martins da favela.

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