No dia seguinte.
Helena chegou à faculdade para assistir às aulas e, de repente, uma Ferrari de luxo parou à sua frente.
Bianca desceu do carro.
Embora estivesse sem maquiagem, o vestido que usava era extremamente requintado.
O colar em seu pescoço refletia um brilho deslumbrante sob a luz do sol.
Todo o seu temperamento havia se elevado consideravelmente.
— Venha me buscar às três da tarde. Lembre-se, não se atrase! — Ordenou Bianca ao motorista.
Em seguida, ela caminhou na direção de Helena.
— Que coincidência, você também acabou de chegar? — Perguntou Bianca a Helena.
Helena a examinou; ela vestia peças autênticas, não eram imitações.
— De onde veio essa roupa toda? E o que é esse carro? Você não alugou um carro só para ostentar, não é? — Disse Helena.
Bianca respondeu com presunção:
— Claro que não é alugado. Alguém me deixou usar de bom grado.
— Se não é alugado, será que você usou algum homem?
Esse era o método habitual de Bianca.
— Sim, eu usei um homem, e um homem velho ainda por cima. Hahaha!
— Um homem velho? Você ficou louca? Até por velhos você se interessa agora! — Perguntou Helena, chocada.
Embora Bianca fosse alguém que queria subir na vida, agradar um velho apenas para ostentar era meio nojento.
— Fique tranquila, esse velho não é um estranho. É aquele cachorro que abandonou minha mãe.
— Você voltou para a família Martins?
— Sim. Você não sabe como esses dois dias foram satisfatórios. Já que voltei para a família Martins, vou recuperar tudo o que é meu! Tenho que te agradecer. Se você não tivesse pedido a Isaque Domingos para me ajudar, eu não estaria aqui hoje.
— E o que isso tem a ver com Isaque Domingos?
— Vamos andando e eu te conto... — As duas caminharam lado a lado em direção ao interior da faculdade.
Bianca contou a ela tudo o que havia acontecido.
— Mas você não tem medo de ser descoberta? — Perguntou Helena.
— Medo de quê? Só preciso que Isaque Domingos não me desmascare!
— Iracema, bom dia! — Cumprimentou Helena, sorrindo.
Iracema agarrou Helena e a puxou para longe.
Bianca fez um bico e foi para a sala de aula.
— Iracema, o que você está fazendo?
— Você e a Bianca estão cada vez mais próximas. Você não sabe que tipo de pessoa ela é? Ela te tratava mal antes, te perseguia e adorava fingir.
Helena sorriu.
— Na verdade, quando ela finge, até que é fofinha. Hahaha!
Iracema: “...”
— Está tudo bem, somos todas colegas, não fique assim. Vamos para a aula! — Helena apertou a bochecha de Iracema.
...
No Grupo Freitas.
Tereza olhava para os documentos em suas mãos. Havia ficado acordada até tarde na noite anterior e finalmente tinha terminado tudo hoje.

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