— Sr. Gomes, eu estou disposto a pagar!
— Não apenas duzentos mil, eu pagaria até dois milhões! — Ayrton disse apressadamente.
Ele olhou para seus pais.
— Pai, mãe, não precisam se preocupar com meus assuntos.
— Não deixarei vocês pagarem um centavo desse dinheiro do dote.
— Eu mesmo darei um jeito.
— Vamos decidir assim!
Ao ouvir o filho falar dessa forma, a mãe de Ayrton não pôde contestar para não perder a face.
Caso contrário, irritaria a família de Rafael e o casamento poderia ser cancelado, o que seria ruim.
Ela só pôde sentir uma dor silenciosa no coração.
Duzentos mil!
— Então, e o enxoval... — A mãe de Ayrton pensou em outra coisa.
Assim que as palavras saíram, o pai de Ayrton lançou-lhe um olhar severo.
Ela calou a boca imediatamente.
Ela pensava que, já que a família deles daria duzentos mil, Rafael e os outros deveriam dar algo como dote da noiva em retorno.
Caso contrário, não seria um prejuízo total?
— Ótimo, já que é assim, está decidido!
— Clara, vamos! — Ayrton puxou Clara e saiu.
Eles ainda precisavam descer para se preparar.
Em seguida, Ayrton ainda faria o pedido de casamento para Clara!
O palco lá embaixo já estava todo decorado.
A expressão da mãe de Ayrton estava terrível.
Em particular, ela sussurrou para José Farias:
— São duzentos mil.
— Duzentos mil!
— Meu coração está doendo!
José Farias respondeu com desdém:
— Visão curta de mulher.
— O que são duzentos mil?
— Não se esqueça da união entre Helena e Daniel.
— Quando acontecer, trará um valor imenso para a nossa família Farias.
— Nosso filho será concunhado de Daniel!
— O futuro é ilimitado, por que chorar por duzentos mil?
— E... e o enxoval da noiva?
— Deveríamos falar sobre o que ela trará, não podem ser tão pão-duros a ponto de não dar nada, certo?
— Já chega!
— Que enxoval?
— Isso não faria nossa família parecer mesquinha?
— Tão jovem, saiu para fazer entregas e ajudar a sustentar a casa.
— Seu pai também ficou paralisado.
— Toda a pressão caiu sobre ela e seu irmão Cristiano.
— Ela sofreu muito.
— Basicamente não teve dias bons...
Amanda chorou ainda mais tristemente após falar.
Antigamente, a família era pobre e ela temia que ninguém quisesse Clara.
Agora que ela ia realmente noivar, o coração de Amanda não queria deixá-la ir.
— Nós realmente falhamos com Clara.
— Falhamos com ela...
Helena deu tapinhas leves nas costas de Amanda.
— Mãe, agora nossa vida está boa.
— Hoje é um dia de grande alegria para Clara.
— Não fique triste.
— Se Clara vir isso, ficará preocupada.
— Helena tem razão, pare de chorar! — Rafael também falou ao lado.
Ele também sentia o aperto no peito, mas era um homem e tinha que se segurar.
— Tudo bem, não vou ficar triste.
— Não vou ficar triste... — Amanda forçou um sorriso.

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