Iolanda Peregrino, vendo a fúria de Adriana, não ousou dizer mais nada.
Enquanto isso, Helena e Daniel chegaram à residência da Senhora, Serena Silveira.
Serena Silveira, ao saber que eles haviam chegado, esboçou um leve sorriso.
— Senhora, está se sentindo melhor? — Perguntou Daniel, aproximando-se.
— Daniel, estou muito melhor.
— Já tomei o remédio hoje cedo.
— Obrigada a você e Helena por virem me ver!
— Voltem logo, para evitar que sua mãe saiba e brigue com você de novo! — Disse Serena Silveira gentilmente.
— Senhora, que tal se eu verificar seu pulso?
— Vamos ver como está sua condição! — Disse Helena.
— Oh, Helena, você sabe examinar?
— Sei um pouco, deixe-me dar uma olhada!
— Tudo bem!
Serena Silveira estendeu a mão e Helena verificou seu pulso; a pulsação dela estava realmente muito fraca.
Era como se o corpo tivesse sido esgotado no passado, restando apenas uma carcaça frágil.
— Senhora, seu corpo... parece ter sofrido um grande desgaste antigamente.
— A base da sua saúde foi danificada, é um pouco estranho...
— Talvez eu tenha me esgotado quando tive filhos no passado!
— Tive três filhos ao todo, e quase todos os partos foram difíceis, com hemorragias graves.
— É normal ter esse déficit agora.
— Entendo.
— Agora, além da tosse frequente, há outros sintomas? — Perguntou Helena.
Antes que Serena Silveira pudesse falar, Chloe, que estava ao lado, adiantou-se:
— Srta. Gomes, nossa Senhora tem dores de cabeça frequentes à noite.
— Às vezes, quando sofre algum estresse, além da dor de cabeça, ela sente falta de ar no peito, é muito doloroso.
— Entendi.
— O corpo da Senhora está esgotado, a constituição está muito fraca.
— Só pode ser recuperado lentamente com fortificantes, assim vai melhorar.
Serena Silveira disse suavemente:
— Eu conheço meu corpo.
— Hoje em dia, cada dia a mais é um lucro.
— Helena, muito obrigada pela sua gentileza.
— Vocês terem vindo me ver já me deixa satisfeita!
Helena suspirou silenciosamente em seu coração.
A saúde de Serena Silveira estava realmente ruim.
— Visitar?
— Raposa visitando o galinheiro, não tem boa intenção.
— O que é isso? — Lucimar Silveira viu o frasco de remédio na mão de Chloe.
— É o remédio que a Srta. Helena deu para a Senhora.
Lucimar Silveira arrancou o frasco da mão dela e o jogou no chão com força.
— Leve seu remédio embora!
— O que quer dar para minha mãe?
— Acha que eu não sei o que vocês estão tramando?
Serena Silveira, vendo Lucimar Silveira agir assim, tentou impedi-la rapidamente:
— Lucimar, o que você está fazendo? Helena e Daniel tiveram boas intenções.
— Me poupe!
— Você pode tomar qualquer remédio que eles te dão?
— Cuidado para não morrer envenenada.
— Eu não quero ter que recolher seu corpo.
— Bando de hipócritas.
— Lucimar, não aja assim...
Vendo o conflito entre mãe e filha, Daniel não quis deixar Serena Silveira em uma situação difícil.

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