Aquiles Silveira não gostava de administrar os negócios da família, então não a atrapalhava por enquanto.
A irmã de Dagoberto, Celeste Silveira, era alguém com quem ela não precisava se preocupar.
A primeira ala da família tinha grandes chances de retomar o controle da empresa.
Quem diria que Daniel se recuperaria de repente e assumiria a presidência do Grupo Silveira.
Agora, ele havia se tornado novamente seu maior problema.
Ela precisava arrancá-lo do caminho!
O fato de sua mãe não lutar não significava que ela não lutaria.
Ela era a única esperança da primeira ala.
Daniel não era fácil de lidar; aquela vadia da Adriana realmente pariu um filho competente.
— Srta. Lucimar Silveira, a Senhora ela...
— Chega, eu vou descansar. — Lucimar Silveira interrompeu Chloe e subiu as escadas.
Chloe engoliu as palavras.
A própria mãe adoeceu de raiva por causa dela, e ela nem sequer se preocupou.
No dia seguinte.
Assim que Lucimar Silveira acordou, um criado veio informar.
— Srta. Lucimar Silveira, alguém entregou esta caixa na mansão da família Silveira, disseram que é uma encomenda para a senhorita.
Lucimar Silveira ficou atônita; será que os sapatos haviam chegado?
Ver os sapatos logo cedo?
Essa velocidade era rápida demais!
Ela ainda esperava arranjar problemas para Helena!
— Traga aqui para eu ver.
Lucimar Silveira abriu a caixa e descobriu que realmente havia um par de sapatos idêntico lá dentro.
— Impossível, isso deve ser falso.
— Aquela mulher da roça, como ela poderia ter este modelo?
— Este modelo já saiu de linha há muito tempo, até mesmo para Daniel seria difícil encontrar!
Lucimar Silveira examinou cuidadosamente; a embalagem era requintada, idêntica à de quando ela comprou o original.
Olhou para os sapatos novamente e não encontrou nenhum defeito.
Aquilo era realmente estranho!
— Srta. Lucimar Silveira, estes não são... os sapatos que a senhorita jogou fora ontem? — Perguntou Chloe, confusa.
— Sim, alguém arranjou uma falsificação para me enganar.
— Mesmo que seja muito bem feito, e daí?
— Srta. Lucimar Silveira, eu não vivo de graça, eu trabalho para a família Silveira.
— Além disso, o que eu como e uso vem da minha tia, não tem nada a ver com a Srta. Lucimar Silveira! — Disse Iolanda Peregrino friamente.
— Ha! Tia?
— Apenas uma amante, e você se orgulha disso?
— Para ser clara, ela é apenas a 'outra'!
— A parente trazida pela amante ainda ousa se exibir aqui, é patético.
— Ah, a propósito, você e Daniel não cresceram juntos?
— Como é que ele não se casou com você e acabou noivando com aquela caipira? — Ironizou Lucimar Silveira.
Iolanda Peregrino respondeu com raiva:
— Isso não é da sua conta, é assunto da nossa ala.
— Hehe, Iolanda Peregrino, você se acha muito nobre.
— Na verdade, você é inferior até àquela mulher da roça.
— Todos esses anos na nossa família Silveira, parecendo glamourosa, mas na verdade você não passa de uma cadela que a família Silveira cria.
— Você realmente acha que é uma dama da família Silveira?
— Terceira ala? Você não pertence a ala nenhuma!

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