— Edileuza, você está sendo muito rigorosa com essa Tereza Souza ultimamente!
— É verdade, ela é uma novata e tem que fazer tantas coisas.
Edileuza Lopes lançou um olhar severo para elas.
— Se estão com pena, vão lá e façam o trabalho no lugar dela!
Ninguém ousou falar mais nada.
Afinal, Edileuza Lopes tinha acabado de ser promovida a supervisora e já era a chefe imediata delas.
— Lembrem-se, de agora em diante, todo o trabalho do nosso departamento que puder ser passado para a Tereza Souza, passem para ela. Não precisam ter pena. Quero ver quanto tempo ela aguenta! — Disse Edileuza Lopes a todas.
Todas assentiram, lamentando em seus corações o azar de Tereza Souza!
Ninguém sabia onde ela havia ofendido Edileuza Lopes.
Tereza estava prestes a sair quando viu seu pai chegar no saguão.
— Pai!! — Tereza ficou muito empolgada.
Estagiar na empresa estava sendo cansativo demais.
Ela queria muito ir até lá e conversar com o pai! Pedir para ele arranjar um departamento mais tranquilo.
Nem que fosse apenas na recepção!
No entanto, antes mesmo de se aproximar, ouviu o pai falar.
— De qual departamento é aquela funcionária? Perambulando por aqui em horário de trabalho!
Tereza ficou sem palavras.
O pai estava falando dela?
Ela apontou o dedo para si mesma, com uma expressão de incredulidade.
Victor Freitas continuou:
— Estou falando de você mesmo. O que está fazendo parada aí? Vá trabalhar logo!
Tereza ficou muda.
Ótimo!
Fingir que não a conhecia já era demais, mas ainda a repreendia de propósito.
Tereza morreu de raiva!
Victor Freitas terminou de falar e entrou no elevador com um grupo de executivos.
— Hehe! — Ouviu-se uma risada de deboche.
Tereza olhou furiosa para Iran Alves à sua frente.
— Você ainda está rindo! Estou morrendo de raiva!
Ela saiu da empresa como um furacão, pronta para negociar com a Empresa Aurora.
Iran Alves, naturalmente, seguiu atrás para dirigir para ela.
— Venha aqui. Faça uma massagem em mim primeiro. Quero ver como é a sua técnica. — O homem acenou com a mão.
Tereza olhou para ele como se estivesse olhando para um imbecil.
— Diretor Souza, vim para negociar negócios. Não sei fazer massagem.
Ela nunca havia servido ninguém desde pequena, como saberia fazer massagem?
— Então o que você sabe fazer?
— Eu... Eu... Parece que não sei fazer muita coisa. — Tereza disse a verdade.
Ela, uma jovem herdeira, nunca havia trabalhado e não tinha talentos especiais.
— Hahahaha! Você não sabe fazer nada, então com que base quer negociar comigo? Você não sabe nem servir um homem?
Só então Tereza entendeu o que o homem queria dizer.
— O senhor quer dizer que quer que eu o sirva?
O diretor Souza avançou e parou na frente de Tereza.
— O quê? Se não me servir, como espera conseguir a parceria?
Ao dizer isso, ele tentou tocar em Tereza.
Tereza deu um tapa forte na mão dele.
— Quer que eu o sirva? Vá sonhando, seu desgraçado!

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