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Destino Cruzado, Não Soltar! romance Capítulo 525

Ângela ficou estupefata; aquele nome lhe era demasiado familiar.

O meio-irmão de Felipe se chamava Ramalho.

Além disso, pela descrição de Felipe, ele tinha algumas dificuldades cognitivas, quase idênticas às do homem à sua frente.

Seria possível que o destino os tivesse colocado no mesmo caminho?

Ela examinou o homem com atenção. Seus traços eram refinados e ele partilhava uma certa semelhança com Felipe.

Parecia não haver dúvida de que era ele mesmo.

Os olhos dele eram puros como uma fonte cristalina, e ele tinha uma expressão de inocência que lembrava a de uma criança alheia aos perigos do mundo.

Ela não conseguia associar o homem diante dela ao assassino em AK!

Engoliu em seco, esforçando-se para manter a calma e não deixar transparecer nenhuma pista.

"Ramalho, onde você mora? Posso te levar para casa?"

"Eu moro no..." Ramalho estava prestes a dar-lhe o endereço quando dois homens com aparência de seguranças se aproximaram apressados, "Senhor, está aqui! Como saiu sozinho?"

"Vim procurar... procurar meu pai, mas não consegui... encontrar", disse Ramalho.

"Vamos voltar já", disseram os seguranças, querendo levá-lo de volta ao hotel.

Ele estendeu a mão a Ângela, "Anjo, você quer... quer vir à minha casa... brincar?"

"Claro, por que não?" Ângela assentiu. Sem se arriscar, como poderia triunfar?

Ela tinha que investigar, descobrir se ele era realmente ingênuo ou apenas fingindo.

Os seguranças pareceram desconfortáveis, "Senhor, não podemos trazer estranhos para o hotel."

Ramalho acenou com a mão, "Ela não é estranha... estranha, é anjo que salvou a Lira."

Ele disse isso, agarrando a manga de Ângela e a puxava em direção ao hotel, ignorando os seguranças.

Justina apressou-se em seguir ao lado de Ângela.

Chegaram ao hotel, na suíte presidencial.

Ramalho não podia esperar para apresentar suas amigas a Ângela.

Ela também soprou suavemente, ajudando a aliviar a dor.

Após limpar o ferimento, ela aplicou iodo para desinfetar e colocou um curativo nele.

"Hoje você não pode molhar o dedo e, à noite, quando for dormir, tire o curativo para que o corte possa cicatrizar mais rápido."

Ramalho repetiu suas palavras como um mantra, "Não molhar, à noite, tirar... eu lembro."

"Ramalho é supre esperto!" Ângela sorriu para ele.

Ramalho pareceu muito feliz, coçando a cabeça e rindo, "Anjo, você é a primeira... primeira a dizer que sou esperto."

Ângela sentiu uma onda de compaixão.

Esse Ramalho, como poderia ser o líder de uma organização de crime?

Ela teria se enganado?

"Ramalho não é só esperto, é também muito talentoso. Você consegue manter as flores tão bonitas, pode me ensinar a cuidar delas depois?"

"Claro." Ramalho não poderia estar mais alegre, com um sorriso tão grande que mal cabia em seu rosto.

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