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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 68

Após ser empurrado repetidas vezes, Luciano perdeu completamente a paciência. Ele a puxou com brutalidade e a arremessou sem cerimônia contra o sofá.

A desigualdade de força física entre um homem e uma mulher tornou-se esmagadoramente evidente naquele momento.

Luana sentiu uma ânsia de vômito. Seu corpo começou a tremer incontrolavelmente.

À medida que Luciano se aproximava, o terror no fundo de sua alma atingiu o ápice.

Mesmo que no passado eles nunca tivessem tido qualquer contato íntimo, e ainda que tivessem, agora seria impensável para ela permitir que Luciano a tocasse.

Depois de conhecer a verdadeira índole dele, até trocar meia dúzia de palavras lhe causava nojo, quanto mais qualquer outra coisa.

Luciano apoiou um dos joelhos na borda do sofá e, com uma das mãos, apertou o pescoço dela, imobilizando-a e sufocando sua resistência: — Você já deixou outro homem te usar. Eu estou sendo benevolente em não te descartar, e você ainda não me agradece de joelhos?

As mãos de Luana arranhavam os pulsos dele, a falta de ar quase a impedindo de falar: — Desgraçado...

Luciano pressionou seu peso sobre ela: — O que o Kléber te prometeu? Faz sentido, você é bonita, tem um corpo excelente, talvez ainda fosse até virgem... Ele tirou a sorte grande. Mas hoje, eu é que vou provar um pouco do seu sabor...

Luana levantou a perna para chutá-lo, mas foi facilmente subjugada.

Diante da força bruta e absoluta de um homem adulto, a resistência de uma mulher parecia pateticamente insignificante.

Luana tremia dos pés à cabeça. Num desespero cego, ela se debatia e gritava.

A força que Luciano aplicava era absurda, mas Luana lutava como uma pessoa enlouquecida, ignorando completamente a dor latejante em seu pescoço, arranhando-o e empurrando-o com tudo o que tinha.

No meio do caos, Luciano sentiu uma ardência aguda no rosto; provavelmente havia sido arranhado pelas unhas dela.

Ele levantou a mão e desferiu um tapa forte contra o rosto dela: — Fica quieta! Eu casei com você e agora você é mercadoria usada! Eu estou engolindo o meu orgulho para ficar com você e você vem se fazer de santa?! Já foi usada por outro, está de frescura por quê?!

Luana continuou sua luta de vida ou morte, sem ceder um milímetro.

Luciano tinha a vantagem da força, mas, no fundo, ele não podia simplesmente matá-la.

Luana já não ouvia mais nada. Era como se tivesse sido atirada em um abismo sufocante. Seu corpo lutava e resistia de forma maquinal, movido puro instinto de sobrevivência.

De repente, o toque do celular ecoou pelo ambiente.

Luciano hesitou por um segundo, mas, no momento seguinte, a pressionou com ainda mais força.

— Pare de lutar, senão quem vai se machucar é você. Fique quietinha...

Luana o empurrava com tudo o que tinha, usando braços e pernas.

Lágrimas silenciosas escorriam pelos cantos de seus olhos, e sua voz já estava rouca de tanto forçar a garganta.

O som do celular soou como um alarme divino, despertando sua lucidez num solavanco. De repente, ela gritou com plenos pulmões: — Socorro! Socorro!

Luciano, em pânico, tentou tapar a boca dela com a mão: — Você enlouqueceu?! Cala a boca!

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