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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 67

Desde que havia se casado com Luciano, Luana e ele dormiam em quartos separados.

O apartamento havia sido comprado pela família Serpa. Tinha quase duzentos metros quadrados, três quartos e dois escritórios.

Luana vivera ali por três anos, mas nunca sentira sequer um pingo de pertencimento.

Ela havia desperdiçado três anos, jogado fora sua juventude e gastado seu tempo com um homem como Luciano.

Pensar nisso agora lhe causava uma mistura de pena, ridículo e tristeza.

Tudo o que ela mais desejava no momento era assinar logo aquele divórcio, afastar-se daquele homem tóxico e recomeçar sua vida.

Ao chegar ao apartamento, Luana não usou sua própria chave para abrir a porta.

Desde que descobrira a verdadeira face de Luciano, ela havia deixado de considerar aquele lugar como sua casa.

Ela levantou a mão e bateu na porta. Em poucos segundos, a porta se abriu.

Luciano a encarou com o cenho franzido, a voz carregada de desdém: — Ficou uns dias fora e já esqueceu a senha? Não sabe mais usar a impressão digital?

— Este apartamento é seu — respondeu Luana, fria. — Como vamos nos divorciar, não acho apropriado entrar aqui como se eu ainda morasse no local.

As sobrancelhas de Luciano se juntaram ainda mais. Ele deu um passo para o lado, cedendo espaço: — Entre primeiro.

Assim que Luana pisou no hall, foi direto ao ponto: — Você já tomou sua decisão sobre o divórcio? Quando vamos dar entrada na papelada?

Luciano pegou uma garrafa de bebida e a colocou na frente dela na mesa: — Qual é a pressa? Fomos casados por três anos, por que essa urgência toda em se livrar de mim?

Ao dizer isso, ele fez menção de se sentar bem ao lado de Luana.

Ela se levantou abruptamente, como se tivesse levado um choque, e caminhou até a outra extremidade do sofá para se sentar.

O corpo de Luciano congelou. Ele a encarou, incrédulo: — Qual é o seu problema? Está fugindo de quê?

Luana suprimiu a náusea que subia por sua garganta, mantendo o rosto desprovido de qualquer emoção: — Nós vamos nos divorciar. Precisamos manter distância.

Luciano soltou uma risada anasalada, cheia de escárnio: — Não era você que vivia se jogando para cima de mim?

Luana franziu a testa, genuinamente confusa: — Quando foi que eu me joguei para cima de você?

Mesmo não tendo acontecido, ouvir aquilo era insuportável.

— Desprezível? Pois bem, hoje eu vou ser desprezível de verdade! — Luciano avançou para agarrá-la novamente. — Eu já disse que podemos ter uma vida boa daqui para frente, o que mais você quer de mim?!

— Eu não quero mais viver com você! — Luana deu as costas, pronta para marchar em direção à porta. — Já que você não tem a menor intenção de discutir o divórcio civilizadamente, não temos mais nada para conversar!

— Volta aqui!

De repente, Luciano esticou os braços e a agarrou por trás, prendendo-a em um abraço de urso.

Ao sentir o corpo macio e frágil contra o seu, Luciano, que achava que não sentiria nada, foi pego de surpresa.

— Eu já disse que não tenho nojo de você! — O tom de Luciano suavizou-se, traindo a excitação que começava a turvar sua mente. — Luana, vamos viver bem a partir de agora. Vamos ser um casal de verdade, está bem?

Uma onda de repulsa visceral atingiu Luana. Ela se debateu com todas as forças: — O que você está fazendo?! Me solta!

— Por que eu não posso te tocar? Você é a minha esposa!

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