Enquanto isso, do lado de fora da porta, Clarice tentava segurar Bruna, que queria invadir a sala.
— Bruna, confia em mim, o seu primo não vai fazer nada com ela!
— Mas o que ele quer afinal?! — Bruna estava impaciente. — Irmã, a Luana é a minha melhor amiga! Eu não vou deixar ele maltratar a Luana!
Clarice soltou um suspiro:
— Você acha que ele é desse tipo de pessoa?
— Ele podia não ser antes, mas a Luana é tão linda, quem garante que ele não perdeu o juízo por causa da beleza dela?!
— Ah, você... — Clarice cutucou a testa da irmã caçula. — Acha que ele já não viu mulheres bonitas o suficiente? Como ele poderia julgar alguém apenas pela aparência?
— Então o que ele quer? Se não está interessado nela, por que veio jantar com a gente e ainda quis falar a sós com ela?!
— Apenas acredite que ele tem senso de limites — respondeu Clarice.
— A Luana é casada! — insistiu Bruna. — Ele agir assim é um desvio de caráter!
— Ela não vai se divorciar?
— Mas ainda não se divorciou!
Clarice sorriu:
— Vamos parar de criar teorias absurdas. Talvez ele nem tenha essa intenção. Confia em mim, ele não faria nada contra a vontade da Luana, então fique quieta e espere.
Quanto mais Bruna pensava naquilo, menos conseguia se acalmar:
— Então... ele não vai maltratar a Luana, vai?
— Que maltratar? — disse Clarice. — Se fosse para maltratá-la, ele já teria feito isso.
— Irmã! — Bruna bateu o pé no chão. — O que você está dizendo?
Clarice começou a analisar a situação com ela:
— Naquele dia no iate, quando a Luana estava em perigo, foi ele quem a salvou. Se ele quisesse se aproveitar dela, não teria sido muito mais fácil quando ela estava inconsciente?
— Meu primo não é desse tipo.
— Viu? Agora você mesma disse. Se ele não tirou vantagem do momento de fragilidade dela, muito menos o faria agora.
A confusão de Bruna era genuína:
— Então o que ele tanto precisa falar com ela?
Clarice deu um leve sorriso:
— Talvez ele só queira... conversar.
— Hã? Ele bate papo com as pessoas?
— Com os outros, não, mas com a Luana, é provável que sim.
— Por quê?
Ela se apressou em explicar:
— O Sr. Serpa me ajudou, então, para mostrar minha gratidão, eu vou desenhar e confeccionar uma roupa para ele.
— Ah, então era isso! — Bruna finalmente se sentiu aliviada. — Primo, deixa eu te contar, as roupas que a Luana desenha são lindas!
Clarice aproveitou a deixa:
— Luana, já que somos todas amigas agora, não precisa mais chamá-lo de Sr. Serpa. Fica muito distante.
— Verdade — concordou Bruna. — Primo, como a Luana deve te chamar?
Os olhos de Ulisses se estreitaram ligeiramente, e seu olhar demorou-se no rosto de Luana por alguns segundos.
Seu tom de voz, como de costume, não denunciava emoção alguma, soando até mesmo um tanto gélido:
— Depende de como anda a memória dela.
Bruna estranhou:
— Como assim?
Clarice também não entendeu.
Mas Luana entendeu perfeitamente.
Da última vez, quando se esbarraram em um canto isolado do iate, ela o chamara de Sr. Serpa, e ele havia dito que a memória dela era fraca, exigindo que da próxima vez se lembrasse de chamá-lo de Ulisses.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Continua bloqueado os capitulos do 30 a 144, como podemos ler os outros gratuitos assim?????????...
Poxa....Desbloqueia do 30 ao 144, pq do 145 para frente estão desbloqueado....
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...