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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 65

Enquanto isso, do lado de fora da porta, Clarice tentava segurar Bruna, que queria invadir a sala.

— Bruna, confia em mim, o seu primo não vai fazer nada com ela!

— Mas o que ele quer afinal?! — Bruna estava impaciente. — Irmã, a Luana é a minha melhor amiga! Eu não vou deixar ele maltratar a Luana!

Clarice soltou um suspiro:

— Você acha que ele é desse tipo de pessoa?

— Ele podia não ser antes, mas a Luana é tão linda, quem garante que ele não perdeu o juízo por causa da beleza dela?!

— Ah, você... — Clarice cutucou a testa da irmã caçula. — Acha que ele já não viu mulheres bonitas o suficiente? Como ele poderia julgar alguém apenas pela aparência?

— Então o que ele quer? Se não está interessado nela, por que veio jantar com a gente e ainda quis falar a sós com ela?!

— Apenas acredite que ele tem senso de limites — respondeu Clarice.

— A Luana é casada! — insistiu Bruna. — Ele agir assim é um desvio de caráter!

— Ela não vai se divorciar?

— Mas ainda não se divorciou!

Clarice sorriu:

— Vamos parar de criar teorias absurdas. Talvez ele nem tenha essa intenção. Confia em mim, ele não faria nada contra a vontade da Luana, então fique quieta e espere.

Quanto mais Bruna pensava naquilo, menos conseguia se acalmar:

— Então... ele não vai maltratar a Luana, vai?

— Que maltratar? — disse Clarice. — Se fosse para maltratá-la, ele já teria feito isso.

— Irmã! — Bruna bateu o pé no chão. — O que você está dizendo?

Clarice começou a analisar a situação com ela:

— Naquele dia no iate, quando a Luana estava em perigo, foi ele quem a salvou. Se ele quisesse se aproveitar dela, não teria sido muito mais fácil quando ela estava inconsciente?

— Meu primo não é desse tipo.

— Viu? Agora você mesma disse. Se ele não tirou vantagem do momento de fragilidade dela, muito menos o faria agora.

A confusão de Bruna era genuína:

— Então o que ele tanto precisa falar com ela?

Clarice deu um leve sorriso:

— Talvez ele só queira... conversar.

— Hã? Ele bate papo com as pessoas?

— Com os outros, não, mas com a Luana, é provável que sim.

— Por quê?

Ela se apressou em explicar:

— O Sr. Serpa me ajudou, então, para mostrar minha gratidão, eu vou desenhar e confeccionar uma roupa para ele.

— Ah, então era isso! — Bruna finalmente se sentiu aliviada. — Primo, deixa eu te contar, as roupas que a Luana desenha são lindas!

Clarice aproveitou a deixa:

— Luana, já que somos todas amigas agora, não precisa mais chamá-lo de Sr. Serpa. Fica muito distante.

— Verdade — concordou Bruna. — Primo, como a Luana deve te chamar?

Os olhos de Ulisses se estreitaram ligeiramente, e seu olhar demorou-se no rosto de Luana por alguns segundos.

Seu tom de voz, como de costume, não denunciava emoção alguma, soando até mesmo um tanto gélido:

— Depende de como anda a memória dela.

Bruna estranhou:

— Como assim?

Clarice também não entendeu.

Mas Luana entendeu perfeitamente.

Da última vez, quando se esbarraram em um canto isolado do iate, ela o chamara de Sr. Serpa, e ele havia dito que a memória dela era fraca, exigindo que da próxima vez se lembrasse de chamá-lo de Ulisses.

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