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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 4

Sem contar a tripulação a bordo e a necessidade de engenheiros altamente especializados, cujos salários anuais representavam uma fortuna incalculável.

Para qualquer pessoa, o círculo dos proprietários de superiates flutuava nas nuvens, pairando muito acima de todas as montanhas de fama e dinheiro que o mundo secular pudesse conceber.-

E Ulisses não precisava recorrer a esse tipo de artifício para provar quem era.

Duas batidas polidas e ritmadas soaram na porta, e Ulisses disse de forma sucinta ao telefone: — Falamos depois.

Pouco depois, Luciano estava diante do líder máximo da família Serpa.

Ele era o filho temporão do velho Sr. Serpa. Contando com os primos, era o sétimo na linha de sucessão.

Muitos se curvavam em deferência ao chamá-lo de Sr. Ulisses.

Luciano pertencia à mesma geração que ele, mas, sempre que o via, mal ousava respirar.

Não era porque Ulisses tivesse uma fisionomia aterrorizante.

Pelo contrário, como sua linhagem vinha de mais de dez gerações de uma família no auge do poder, cujos herdeiros sempre se casavam com mulheres deslumbrantes, a genética dos Serpa havia sido aperfeiçoada ao extremo.

E a beleza de Ulisses era famosa em qualquer roda da alta sociedade.

No entanto, no primeiro contato visual com ele, o que atingia a alma das pessoas geralmente não era o seu rosto.

Era a sua esmagadora aura de poder.

Ele vestia camisa, colete e calça social de corte impecável. Parecia polido e intelectual, mas exalava uma presença indomável.

As mangas da camisa estavam casualmente dobradas, e braçadeiras de couro negro prendiam o tecido contra os braços fortes, criando um impacto visual avassalador, num equilíbrio perfeito entre o comedimento e a força pura.

Sua beleza era marcante e imponente, de uma agressividade visual irresistível. A profundidade em seu olhar carregava uma frieza que impunha um respeito imediato e paralisante.

Em termos de idade, Paulo era mais velho e, pelas regras de parentesco, Ulisses deveria chamá-lo de primo distante.

Mas Paulo jamais ousaria adotar uma postura superior diante dele.

O tom que usava para relatar os projetos da empresa era carregado de total subserviência e cautela.

Luciano permaneceu ao lado, sem conseguir abrir a boca, observando em silêncio aquele homem formidável, cuja magnitude não podia ser descrita em palavras.

Todo ser humano tem uma tendência inata a admirar os mais fortes, e com os homens isso é ainda mais intenso.

Ele se perguntava quando conseguiria alcançar o sucesso de Ulisses e se tornar o soberano de um império comercial.

— Luciano?

Ulisses o observou e comentou com uma casualidade fria: — Ouvi dizer pela família, na última vez, que você se casou.

Luciano respondeu prontamente: — Sim, já faz três anos.

Com dedos longos e elegantes, Ulisses deslizou um convite texturizado com detalhes em dourado sobre a mesa, empurrando-o na direção dele: — Haverá uma festa no iate neste fim de semana. Pode levar sua esposa.

Paulo e Luciano ficaram extasiados com a honraria.

Os eventos organizados por Ulisses eram completamente inacessíveis para pessoas comuns.

Além disso, aquele era um convite entregue diretamente pelas mãos do próprio Ulisses. O peso daquele gesto perante a sociedade era imensurável.

Os dois saíram do escritório desmanchando-se em agradecimentos.

Paulo enxugou o suor da testa, com a certeza de que os projetos do próximo ano estavam garantidos.

Luciano também soltou um longo suspiro e, imediatamente, pegou o celular para retornar a ligação de Adriana.

Adriana começou perguntando como ele estava, com a suavidade de sempre, e depois mudou o tom: — Como estão as coisas entre você e a Luana ultimamente? Eu acabei de ligar para ela, e não é que ela me disse que... quer se divorciar de você?

— O quê? — Luciano paralisou por um segundo antes de explodir de raiva. — Ela disse que quer o divórcio?

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