Entrar Via

Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 3

Assim que atendeu, a voz de Adriana ecoou do outro lado da linha.

— Luana, que absurdo é esse que você está dizendo? Como pode ter a ideia de se divorciar? Eu não permito!-

Luana respondeu com uma voz vazia:

— Eu não quero mais continuar vivendo com ele. Ele não me ama...

Adriana soltou um longo suspiro antes de continuar:

— Luana, como você pode pensar assim? O Luciano é gentil, atencioso e bem-sucedido. Ter se casado com ele foi uma bênção que você conquistou em vidas passadas. Se ele não te ama, você já parou para pensar que o problema pode ser você? Será que você não está sendo boa o suficiente para ele?

Adriana sempre dizia coisas desse tipo.

As outras pessoas também.

Hoje, Luana sabia muito bem o nome disso: manipulação psicológica.

Luana não se deu ao trabalho de rebater.

Não queria dizer mais nada.

Só se sentia exausta.

Sob o pretexto de 'querer o seu bem', Adriana havia saqueado tudo o que ela tinha.

Sua família, seus amigos e até o seu amor.

Ao perceber o silêncio, o tom de Adriana ficou mais ansioso: — Luana, não faça nenhuma besteira. Mesmo que não pense em si mesma, tem que pensar no papai e na mamãe. Eles te criaram com tanto sacrifício, e agora você vai pagar essa gratidão com ingratidão e matá-los de desgosto?

Célia e o marido prezavam as aparências acima de tudo. Se soubessem da ideia do divórcio, jamais permitiriam.

Luana sabia que o caminho pela frente seria tortuoso.

— Tenho umas coisas para resolver aqui, não posso falar agora. Pare de imaginar coisas, e é proibido falar a palavra divórcio de novo, entendeu bem?

Adriana encerrou a chamada e, imediatamente, discou para Luciano.

Naquele exato momento, Luciano estava acompanhando o pai para uma audiência com o homem que comandava o império da família Serpa.

A família de Luciano era apenas um ramo colateral dos Serpa, mas, aos olhos das pessoas comuns, já ostentavam uma riqueza exorbitante.

Contudo, apenas eles sabiam a verdade: comparado ao patriarca principal da família Serpa, todo o dinheiro que possuíam não passava de uma gota no oceano.

Um celular de textura preta fosca repousava entre os dedos longos e elegantes, cujo tom de pele lembrava a nobreza de um jade polido.

— Ulisses, aquele iate, você comprou mesmo?

A voz do outro lado da linha transbordava curiosidade.

Ulisses Serpa respondeu com um murmúrio contido e afirmativo.

O amigo soltou uma exclamação: — Como você foi comprar um negócio desses?

Tratava-se de um superiate, o símbolo máximo de status e poder. Ulisses sempre fora um homem de extrema discrição e comedimento, avesso a exibir riqueza para acompanhar modismos.

Para se ter uma ideia, o número total de superiates vendidos no mundo não chegava a cento e cinquenta unidades.

Isso significava que, em todo o planeta, apenas cento e cinquenta magnatas possuíam um.

Esses bilionários viviam no mais absoluto anonimato. A mídia era incapaz de rastrear suas identidades, e eles simplesmente desprezavam a tão famosa lista da Forbes.

O custo de construção de um superiate ultrapassava a marca dos trezentos milhões de dólares, e as despesas diárias de manutenção nos portos chegavam facilmente à casa das centenas de milhares.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata