Assim que atendeu, a voz de Adriana ecoou do outro lado da linha.
— Luana, que absurdo é esse que você está dizendo? Como pode ter a ideia de se divorciar? Eu não permito!-
Luana respondeu com uma voz vazia:
— Eu não quero mais continuar vivendo com ele. Ele não me ama...
Adriana soltou um longo suspiro antes de continuar:
— Luana, como você pode pensar assim? O Luciano é gentil, atencioso e bem-sucedido. Ter se casado com ele foi uma bênção que você conquistou em vidas passadas. Se ele não te ama, você já parou para pensar que o problema pode ser você? Será que você não está sendo boa o suficiente para ele?
Adriana sempre dizia coisas desse tipo.
As outras pessoas também.
Hoje, Luana sabia muito bem o nome disso: manipulação psicológica.
Luana não se deu ao trabalho de rebater.
Não queria dizer mais nada.
Só se sentia exausta.
Sob o pretexto de 'querer o seu bem', Adriana havia saqueado tudo o que ela tinha.
Sua família, seus amigos e até o seu amor.
Ao perceber o silêncio, o tom de Adriana ficou mais ansioso: — Luana, não faça nenhuma besteira. Mesmo que não pense em si mesma, tem que pensar no papai e na mamãe. Eles te criaram com tanto sacrifício, e agora você vai pagar essa gratidão com ingratidão e matá-los de desgosto?
Célia e o marido prezavam as aparências acima de tudo. Se soubessem da ideia do divórcio, jamais permitiriam.
Luana sabia que o caminho pela frente seria tortuoso.
— Tenho umas coisas para resolver aqui, não posso falar agora. Pare de imaginar coisas, e é proibido falar a palavra divórcio de novo, entendeu bem?
Adriana encerrou a chamada e, imediatamente, discou para Luciano.
Naquele exato momento, Luciano estava acompanhando o pai para uma audiência com o homem que comandava o império da família Serpa.
A família de Luciano era apenas um ramo colateral dos Serpa, mas, aos olhos das pessoas comuns, já ostentavam uma riqueza exorbitante.
Contudo, apenas eles sabiam a verdade: comparado ao patriarca principal da família Serpa, todo o dinheiro que possuíam não passava de uma gota no oceano.
Um celular de textura preta fosca repousava entre os dedos longos e elegantes, cujo tom de pele lembrava a nobreza de um jade polido.
— Ulisses, aquele iate, você comprou mesmo?
A voz do outro lado da linha transbordava curiosidade.
Ulisses Serpa respondeu com um murmúrio contido e afirmativo.
O amigo soltou uma exclamação: — Como você foi comprar um negócio desses?
Tratava-se de um superiate, o símbolo máximo de status e poder. Ulisses sempre fora um homem de extrema discrição e comedimento, avesso a exibir riqueza para acompanhar modismos.
Para se ter uma ideia, o número total de superiates vendidos no mundo não chegava a cento e cinquenta unidades.
Isso significava que, em todo o planeta, apenas cento e cinquenta magnatas possuíam um.
Esses bilionários viviam no mais absoluto anonimato. A mídia era incapaz de rastrear suas identidades, e eles simplesmente desprezavam a tão famosa lista da Forbes.
O custo de construção de um superiate ultrapassava a marca dos trezentos milhões de dólares, e as despesas diárias de manutenção nos portos chegavam facilmente à casa das centenas de milhares.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...