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Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata romance Capítulo 23

Para Kléber, arrastar alguém para a cama era apenas um jogo carnal de consentimento fluido entre adultos. Se a mulher era casada, se tinha namorado, ou se ele próprio seria o amante da história... Nada disso era problema seu.

Mesmo na situação de hoje, sabendo que Luana não estava ali por vontade própria, Kléber não sentia um pingo de remorso. Sua família tinha dinheiro e influência suficientes para enterrar qualquer escândalo. Violações morais? Irrelevantes. Quebra de leis? A família daria um jeito de tirá-lo de qualquer confusão, como sempre fazia.

Além do mais, o próprio marido de Luana havia feito o favor de entregá-la em sua cama.

Por que ele deveria hesitar?

Ao pensar na possibilidade quase certa de Luana ser intocada, uma agitação febril tomou conta do seu corpo. Mas se ela realmente fosse um prato tão raro, ele não poderia devorá-la com pressa. Teria que saborear cada momento.

O vestido de gala azul envolvia a pele alva e as curvas perfeitas dela. Ali, flutuando em mar aberto, Luana parecia uma sereia que havia subido das profundezas diretamente para os lençóis dele.

Kléber esfregou as mãos, apoiando um dos joelhos na cama, o olhar ganancioso percorrendo o rosto pálido da mulher.

Ele estava prestes a estender a mão quando Luana se mexeu bruscamente.

Ela sentia um desconforto agonizante. Era como se as chamas de uma fornalha estivessem consumindo suas entranhas. Sua mente estava turva, a garganta árida, e as mãos puxavam o próprio vestido num desespero cego para aliviar o calor.

A alça do vestido escorregou, revelando um ombro liso e delicado.

Kléber sentiu a respiração falhar. Ele não conseguia mais se segurar. Sua mão pousou grosseiramente no ombro de Luana.

Ao tocar aquela pele quente e macia, o delírio dele aumentou. Ela era a definição de perfeição. Um prêmio muito superior a qualquer mulher que ele já tivesse tocado na vida.

Kléber subiu na cama por inteiro, adoçando o tom de voz com uma falsa gentileza predatória:

— Luana, fique comigo e eu garanto que nunca mais vai te faltar nada.

— Aquele fracassado do Luciano, dizendo que ama outra... A verdade é que ele não deve nem dar conta do recado na cama!

— Esquece aquele inútil. De agora em diante, você é minha!

Kléber olhava para ela cada vez mais enfeitiçado. A luxúria começava a dar lugar a uma possessividade doentia. Ele percebeu que não a queria apenas por uma noite. Queria mantê-la como sua propriedade.

Capítulo 23 1

Capítulo 23 2

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