No futuro, os negócios de sua família poderiam multiplicar dez vezes em tamanho e lucro.
Luciano continuou, a voz carregada de uma falsa nobreza:
— Como não a amo e não queria estragar a vida dela, mantive distância. Agora que ela cruzou o caminho do Sr. Kléber, pode-se dizer que foi a sorte dela. Mas, Sr. Kléber, eu não a toquei, e não tenho como garantir o passado dela antes de mim. Porém, se não houve mais ninguém, então o senhor será o primeiro...
Um zumbido surdo invadiu a mente de Kléber.
Ele já não ouvia mais nenhuma das justificativas de Luciano. Que se dane quem amava quem. A única informação que ecoava em sua cabeça era a de que Luana poderia ser intocada.
Fazia anos que ele não levava para a cama uma mulher sem experiência prévia. Hoje, Luana já o havia deixado deslumbrado apenas com sua presença, e saber que havia essa possibilidade fazia o sangue ferver em suas veias. Uma excitação predatória tomou conta dele.
Imediatamente, ele empurrou Luciano em direção à porta.
— Já entendi, agora suma daqui!
Luciano ainda tentou emendar um último aviso enquanto era enxotado:
— Ela tem um temperamento difícil, Sr. Kléber! Tenha um pouco de paciência com ela!
Kléber deu um empurrão final, expulsando-o para o corredor. Luciano tropeçou, quase caindo de cara no chão.
— ...Luciano?
Ao levantar os olhos, Luciano deu de cara com Lindomar. Ele rapidamente ajeitou a postura e forçou um sorriso bajulador:
— Sr. Lindomar.
— O que você está fazendo aqui? — Lindomar o olhou com estranheza. — Se bem me lembro, este é o quarto do Kléber, não é?
Luciano engoliu em seco, mas respondeu rápido:
— Sim, sim. Eu tinha um assunto rápido com o Sr. Kléber. Já terminamos, eu já estava de saída.
Lindomar fez um gesto dispensando-o com a mão, e Luciano fugiu dali a passos largos.
Lindomar entrou no quarto ao lado e falou para a figura imponente lá dentro:
— Aquele seu parente distante, o Luciano... O que você tinha na cabeça para deixar um cara desses entrar na sua festa?
Todos os convidados daquela noite pertenciam à elite, pessoas de renome e berço. Que direito Luciano tinha de respirar o mesmo ar que eles?
Ulisses estava sentado perto da janela, um notebook aberto sobre a mesa. Ao ver Lindomar se aproximar, ele fechou o computador com elegância contida e ergueu os olhos escuros:
— O que houve?
— Não te falei antes que a esposa dele era linda? Quem diria que é uma bêbada descontrolada. A festa mal começou e a mulher já encheu a cara. Fui fazer uma ligação ali fora e vi o Luciano saindo de fininho do quarto do Kléber. Francamente, que casalzinho de quinta categoria.
— A esposa dele... está bêbada?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Desprezada pelo Ex, Desejada pelo Magnata
Pq tá bloqueado do 30 até o 144, e não bloqueado do 145 até o 165?...
Não vai abrir os capítulos gratuitos? Quero muito ler!...
Vai ter atualização?...
Esse livro é muito bom! Libera mais capítulos grátis por favor!...