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Despertar Cruel: Eu Vi Meu Destino Sangrento romance Capítulo 6

Ele brincava com o isqueiro na mão, observando Carina através da fumaça.

Na verdade, olhando de perto, Carina não se parecia tanto com Sofia.

Sofia era branca e macia, como um coelhinho inocente.

Tão boba que dava medo de a deixar sair de casa sozinha. Dava vontade de a esconder em casa e cuidar dela.

Adorava chorar. Quando começava não parava mais, mas um doce resolvia.

Tinha uma covinha rasa quando sorria, fofa demais.

Carina era diferente.

Os traços faciais eram mais proeminentes, as sobrancelhas e os olhos tinham uma frieza, e tinha os olhos sedutores.

Nunca a viu sorrir, não sabia se tinha covinha.

Leonardo guardou o isqueiro e disse de repente: — Dê um sorriso, sorria, que eu te deixo em paz esta noite.

Carina fingiu não ouvir.

Depois de uns dez minutos, a polícia chegou.

Um mais velho e um mais jovem. O jovem segurava um bloco de notas.

Quando entraram, o policial mais jovem olhou para ambos: — Quem chamou a polícia?

— Eu. — Carina foi até a porta.

Logo após dar dois passos, Leonardo estendeu a mão, segurou o seu braço e apertou de leve: — Quer seduzir quem?

Cuspiu a ponta do cigarro no chão. Com um tom casual: — Fale aqui mesmo, eles conseguem ouvir.

Carina sabia que não conseguiria se soltar, então não gastou as suas energias.

Acenou com a cabeça para o policial mais jovem: — É ele, invadiu uma casa no meio da noite.

O jovem não teve certeza e olhou para o mais velho.

O mais velho olhava para Leonardo desde que entrou, com a sensação de que tinha visto aquele rosto em algum lugar.

Ele perguntou de forma cautelosa: — Como você se chama?

Leonardo encostou-se no batente da porta, tranquilo: — Leonardo.

O rosto do policial mais velho mudou.

Não era de se admirar que lhe fosse familiar.

Não podiam ofender ninguém da Família Alencar.

Ele colheu o depoimento de Carina e foi bater à porta de Jurandir Barros e Zélia Barros.

O casal não defenderia Carina. Sorriram e disseram que Leonardo era filho de um amigo, que tinha vindo brincar, e que Carina estava de birra.

Com o casal dizendo isso, os policiais não tinham o que fazer.

Mediaram um pouco a situação e pediram para que conversassem, sem criar problemas, e foram embora.

O som do carro de polícia desapareceu na noite chuvosa.

O vento frio ainda soprava. A porta ainda estava aberta. O último vestígio de cor desapareceu do rosto de Carina.

Leonardo olhou para ela e sorriu.

A expressão era ótima.

Ele havia perdido tanto tempo com aqueles truquezinhos para ver essa expressão.

Uma expressão destruída era muito mais interessante do que simples desejo.

Ele esmagou lentamente a bituca de cigarro no chão com a ponta do sapato. Zombou: — Teria sido melhor se tivesse aceitado de forma obediente. Desperdiçou a chance.

Leonardo não disse mais nada. Puxou Carina e saiu.

Carina era leve demais. Ele não fez quase nenhum esforço e arrastou-a pelas escadas como um pintinho.

Atrás da porta do quarto, Jurandir Barros encostou a orelha na porta para ouvir, sem ousar respirar.

Só se atreveu a se mexer quando ouviu que Leonardo havia saído, esfregando o braço e xingando: — Maldito, enfim foi embora!

Capítulo 6 1

Capítulo 6 2

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