Quando eu saí do quarto, ele não me deu atenção, provavelmente ainda irritado pelo fato de eu ter recusado voltar para o quarto principal na noite anterior. Ferir o orgulho dele devia tê-lo deixado de mau humor.
Mas Maria chegaria em breve, e se Augusto continuasse com essa atitude, ela certamente ficaria desconfortável.
Hesitei por um momento, mas acabei falando:
— Augusto, daqui a pouco... Minha mãe vai chegar.
Só então ele desviou os olhos da revista e perguntou:
— E daí?
Engoli em seco e respondi:
— Por favor, colabore. Não quero que minha mãe saiba o que aconteceu entre nós ultimamente.
— Hum. — Ele respondeu de forma fria, sem entusiasmo, mas mesmo assim me senti levemente aliviada.
Nesse momento, o som da campainha ecoou pela casa.
Eu já estava me preparando para deslizar a cadeira de rodas até a porta para receber Maria, mas Augusto se levantou, caminhou até mim e segurou a cadeira, empurrando-a em direção à entrada.
Naquele instante, ele parecia exatamente o marido atencioso e responsável que qualquer um gostaria de ter. Pena que era tudo encenação.
Ignorei a pontada de decepção no meu coração e forcei um sorriso nos lábios.
— Mãe! — Chamei Maria com doçura.
Maria imediatamente notou as bandagens no meu pé e, preocupada, perguntou:
— Foi tão grave assim? Isso vai deixar alguma sequela?
Augusto se adiantou e respondeu antes de mim:
— Eu contratei os melhores especialistas em ortopedia para avaliar o pé da Débora. Não há risco de sequelas.
Maria suspirou aliviada, com os olhos cheios de gratidão.
— Augusto, com você por perto, eu e o pai da Débora ficamos muito mais tranquilos.
Quanto mais Maria olhava para o genro, mais ela parecia gostar dele.
Augusto disse:
— Vamos entrar, Maria. Conversamos melhor lá dentro.
Entramos na casa, e só então percebi que Maria carregava vários sacos de papel kraft.
— O que é isso, mãe? — Perguntei, confusa, olhando para as coisas que ela trazia nas mãos.
Maria sorriu e explicou:
— São ervas medicinais que eu peguei com um médico famoso. Você e o Augusto devem tomar por um tempo e ver se faz efeito.
Tanto eu quanto Augusto ficamos surpresos.
Maria continuou, com um tom meio tímido, mas esperançoso:
— Ah, sábado vocês têm algum compromisso?
Augusto pensou por um momento antes de responder:
— Não, por enquanto não temos nada marcado. Por quê?
— Que tal vocês dois virem almoçar em casa no sábado? — Maria sugeriu, animada. — Jacarias vai trazer a namorada dele para conhecermos. Vai ser ótimo reunir a família toda.
Meu coração disparou. Fiquei com medo de que Maria acabasse mencionando que a namorada do meu irmão era Mônica.
Se Augusto não tivesse presenciado algo ele mesmo, Mônica poderia distorcer os fatos com algumas palavras e reverter a situação. Pior ainda, ele poderia pensar que eu e Maria estávamos inventando histórias para manchar a reputação dela.
Rapidamente, interrompi:
— Mãe, experimente este peixe. É um dos melhores pratos da Ana.
Mas Maria ainda estava focada no assunto e perguntou novamente a Augusto:
— Então, sábado no almoço, você pode levar a Débora, certo?
— Claro. — Augusto respondeu. Ele parecia relaxado enquanto dizia. — Ultimamente, a empresa tem me consumido muito, e eu não vejo Jacarias há um bom tempo. Não sabia que ele já estava namorando. Quem é ela?
Maria estava prestes a responder quando o celular de Augusto começou a tocar, interrompendo-a.
Aproveitei a oportunidade e soltei um suspiro de alívio.
Augusto olhou para o identificador de chamadas, lançou um olhar impassível para mim e para Maria, e então se levantou para atender a ligação fora da sala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...