Pensei nos aniversários de casamento dos últimos dois anos. Augusto sempre foi muito indiferente comigo. Apesar de nunca faltar com os presentes, ele nunca sequer jantou comigo sob a luz de velas.
Todas as vezes, eu mesma preparava uma mesa cheia de pratos, sentava sozinha à mesa e ficava esperando até tarde da noite pela sua chegada.
Quando ele finalmente voltava, sequer tomava um gole do vinho que eu abria. Apenas dizia que estava cansado por causa do trabalho, colocava o presente que havia trazido para mim sobre a mesa e ia direto para o quarto dormir.
Dar presentes parecia ter se tornado, para Augusto, apenas uma “obrigação” ou “formalidade”, nada mais que isso.
Eu realmente achei que, neste ano, algo poderia ser diferente. Mas Augusto nem sequer voltou para casa naquela noite.
Além disso, Mônica e Laís também não estavam em casa.
Essa cena só me fez entender que este aniversário de casamento não seria diferente dos outros. No máximo, ele voltaria muito tarde e me entregaria o colar de jade lavanda, que já não tinha significado algum, e pronto. Com isso, o “dia especial” estaria resolvido.
Mas, claramente, eu ainda estava sendo otimista demais.
No dia seguinte, por volta do meio-dia, vi aquele colar de jade lavanda familiar no Instagram de Mônica. Foi então que percebi que Augusto havia aceitado ser explorado por Cláudio sem que isso tivesse a menor relação comigo.
Mônica havia postado uma série de fotos glamourosas, exibindo intencionalmente o colar de jade lavanda. Na legenda, ela escreveu:
[Aniversário tem que ter a cor da sorte para trazer boas vibrações!]
Os comentários começaram a surgir rapidamente:
[Aaaaah, Mônica está deslumbrante! Quando será que vou ter a chance de ver minha ídola pessoalmente?]
[Esse colar é maravilhoso! Só uma joia tão incrível poderia combinar com a beleza da Mônica!]
[Mônica, feliz aniversário! Que você continue sendo muito feliz!]
Foi só então que percebi que o dia do nosso aniversário de casamento era também o aniversário de Mônica.
Não era de se estranhar que, todos os anos, Augusto voltasse para casa tão tarde. Quando eu o convidava para comer algo, ele dizia que não estava com fome. Agora eu sabia que ele já havia comido fora, acompanhado por outra mulher.
E quando ele dizia que estava cansado, era porque havia passado o dia “cuidando” dela.
— Está acordada?
Não respondi. Fingi estar dormindo e apaguei as luzes. Já não havia mais nada para dizer entre nós.
Mas ele ainda tentou abrir a porta, girando a maçaneta, enquanto insistia:
— Abra a porta. Eu sei que você está acordada. Há pouco, a luz do seu quarto ainda estava acesa.
Eu sabia que, se não abrisse a porta, ele pediria a Ana para trazer as chaves.
Com relutância, peguei a muleta e fui abrir a porta. Sem esconder minha irritação, perguntei:
— O que você quer a essa hora?
Augusto entrou no quarto sem pedir permissão. Ele carregava uma pequena caixa quadrada com um design antigo e a colocou sobre a minha mesa.
— Abra. — Disse ele, com firmeza.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...