Sempre era assim. Não importava o que Mônica fizesse, ele dava um jeito de ficar do lado dela, contra o mundo inteiro se fosse preciso.
Eu já não me surpreendia com isso fazia tempo.
Augusto ainda estava afogado na própria culpa e naquela comoção superficial. Ele me encarou fundo e disse:
— Débora, desde que descobri a verdade sobre o seu sequestro, não consigo parar de rever na minha cabeça, várias vezes, aquelas barbaridades que eu falei para o sequestrador. Fico pensando no quanto você deve ter se sentido desamparada naquela hora…
Quando chegou a esse ponto, ele deu um sorriso amargo:
— Pensando bem, ainda tenho que agradecer ao Thiago. Se ele não tivesse te salvado, nem quero imaginar o que teria acontecido.
— Agora não adianta mais falar disso. — Eu cortei, com a voz fria como gelo.
— Como assim não adianta? — Augusto deu um passo em minha direção, com o olhar cravado em mim. — Foi justamente por causa disso que eu percebi ainda mais o quanto preciso te valorizar. Débora, me diz: o que você quer de verdade? O que eu posso fazer para reparar o que eu fiz?
Deixei que um sorriso de deboche se formasse no canto da minha boca:
— Essa “reparação” que você está falando não passa de uma tentativa de aliviar a sua própria culpa. Se você realmente quisesse me compensar por algo, iria comigo até o cartório para nos divorciarmos. Essa seria a única compensação que realmente teria valor.
Augusto ficou paralisado na mesma hora, com um olhar perdido, como se tivesse levado um choque e acabado de despertar de um transe de bêbado. Ele balançou a cabeça várias vezes, apressado:
— Não, Débora, não. A gente não tinha reatado? Você tinha dito que ia se mudar com a Laís para morar comigo!
— Só que, naquela casa, quem mora hoje é a Mônica, não eu. — Eu respondi, com um meio sorriso, finalmente trazendo à tona o que ele tentava ignorar.
Ao ouvir isso, o rosto de Augusto ficou vermelho de vergonha. Ele se apressou em explicar:
Quando a gravação terminou, falei:
— Essa foi a ligação que Mônica resolveu me fazer naquela noite, por iniciativa dela.
Enquanto dizia isso, abri o registro de chamadas e entreguei o celular para ele. Na tela, o número da Mônica e o horário da ligação apareciam nítidos.
O olhar de Augusto ficou cravado na tela, tomado por uma incredulidade quase desesperada.
Mas, quando aquela sequência de números familiares entrou de vez no campo de visão dele, pareceu que o ar ao redor desmoronava. Sua postura, sempre reta e imponente, murchou diante dos meus olhos. Ele já não tinha mais autoridade para me questionar como instantes atrás.
Ele continuou me encarando, e a voz saiu extremamente rouca:
— Você… Você não ficou mal com isso? Não doeu em você nem um pouco?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...