— Não tem problema, talvez tenha havido um mal-entendido entre mim e o Lorenzo. — Eu concluí e acrescentei. — Sr. Emanuel, obrigada pelo pingente. Eu vou guardar como uma lembrança minha e da minha mãe. Agora eu já vou indo.
Quando eu terminei de falar, eu me preparei para sair levando a Rafaela.
Emanuel falou:
— Débora, por que você não deixa a Rafaela comigo? Faz tempo que eu não passo um tempo de verdade com ela.
Eu fiquei hesitante. Afinal, se ele resolvesse levar a Rafaela para a casa da família Mendes, eu não tinha como saber se ela não acabaria de novo nas mãos da Melissa.
Talvez percebendo a minha preocupação, Emanuel explicou:
— Eu só quero chamar o Lorenzo mais tarde para ele vir até aqui. Nós podemos levar a Rafaela para jantar e dar uma volta. Antes de a gente sair de Cidade H, fazemos questão de levá-la de volta para você. Sinceramente, ela parece bem mais feliz ao seu lado do que na nossa casa.
Eu olhei para a Rafaela, perguntando com o olhar o que ela queria.
Só quando a Rafaela assentiu com a cabeça, eu fiquei tranquila para ir embora.
Assim que eu saí do quarto, depois de andar poucos passos pelo corredor, eu dei de cara com o Cláudio vindo na direção oposta.
Ele usava um terno esportivo cinza-claro, bem cortado, que lhe dava um ar mais contido do que aquele estilo de playboy mimado de antes.
Mesmo assim, quando eu lembrei que, por causa da aparição inesperada dele da última vez, eu tinha perdido a chance de pegar a Alice em flagrante, eu não tive nenhuma vontade de ser simpática.
Eu apenas inclinei a cabeça num cumprimento rápido e continuei andando, tentando passar por ele sem parar. Porém, ele segurou o meu pulso com um gesto leve.
— Débora, eu preciso falar com você. — Ele disse, com uma urgência incontida na voz, se colocando na minha frente. — Me dá dez minutos, só dez, pode ser?
Eu levantei o braço e conferi a hora no relógio.
Eu ergui os olhos para ele e rebati:
— O que isso muda na sua vida?
Cláudio, no entanto, falou como se tivesse plena certeza do que se passava comigo:
— Pelo que eu conheço de você, eu sei que você nunca aceitaria um homem que traiu. Do jeito que você está agindo, qualquer um percebe que você está fazendo isso por causa do Thiago.
— Então por que você ainda está me perguntando? — Eu não tinha paciência para ficar discutindo com ele. Eu só queria encerrar aquela conversa o mais rápido possível.
Cláudio ficou em silêncio por alguns segundos. De repente, ele deu um passo na minha direção, abaixou ainda mais a voz e falou, palavra por palavra:
— Se é assim, me ajuda, e você acaba se ajudando também. O Augusto está me pressionando por todos os lados, eu estou andando em ovos dentro do Grupo Moretti. Eu preciso de algumas coisas que estão no computador dele… E talvez essas mesmas coisas também possam ser úteis para o Thiago.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...