— Tá bom, você me manda o endereço. — Eu aceitei quase na mesma hora.
Quando eu desliguei, me levantei e fui até o hall para vestir o casaco.
Augusto ouviu o barulho e saiu da cozinha na mesma hora:
— Você vai sair?
— Vou. A empresa está com um assunto pendente, vou fazer hora extra. — Eu respondi, com a voz fria, sem a menor vontade de dar explicações.
Rafaela me olhava com os olhos bem abertos, como se tivesse medo de que eu a deixasse para trás.
Eu segurei a mão da Rafaela e falei para Augusto:
— Você cuida da Laís. Eu vou levar a Rafaela comigo.
O sorriso no rosto do Augusto perdeu um pouco da força:
— Você precisa ir agora? O bolo… Já está quase pronto. Sua filha fez com as próprias mãos, você não quer experimentar?
— Eu sou igual a você, não gosto de doce.
Quando eu respondi em tom gelado, Augusto ficou sem palavras.
Ele, com certeza, lembrou das vezes em que eu terminava uma receita toda animada, enfiava a colher de bolo na frente da boca dele, implorando para ele provar, e ele só me dava uma resposta vaga, pra se livrar do momento.
Como era de se esperar, ele não teve coragem de insistir.
Mas, quando viu que eu ia sair levando Rafaela, deu um passo à frente:
— Não é prático ir trabalhar levando criança. Deixa ela aqui em casa, é melhor. Fica tranquila, ela é amiga da Laís, eu vou tratar as duas do mesmo jeito.
— Não precisa. — Eu recusei, puxando Rafaela na direção da porta. — Cuida bem da sua filha que já está ótimo.
Assim que entrei no elevador, Rafaela soltou um suspiro longo, ergueu o rostinho para mim e sorriu, com os olhos se curvando como duas luas:
— Tia Débora, num lugar onde o Augusto não está, até o ar fica mais leve!
Eu não consegui segurar o riso com o comentário da menina e passei a mão nos cabelos dela:
— Que coincidência. Eu penso exatamente igual a você.
…
Eu respondi, meio sem graça:
— Sr. Emanuel, o senhor está sendo gentil demais comigo.
Rafaela chamou, tímida:
— Vô…
O olhar de Emanuel pousou nela, e uma ternura visível suavizou seus traços. Em seguida, ele se voltou para mim, com um ar de culpa:
— Lorenzo me contou depois o que aconteceu com Melissa. Débora, preciso pedir desculpas. Ainda deixamos você com a responsabilidade de cuidar da nossa neta. Mas, sinceramente, sabendo que Rafaela está com você, fico bem mais tranquilo.
Eu olhei para Rafaela, sorri de leve e respondi:
— Sr. Emanuel, o senhor não precisa agradecer. Eu gosto muito da Rafaela.
Emanuel hesitou alguns segundos, prendeu o olhar no meu e continuou:
— Da última vez, combinei com Thiago que ele traria você para uma reavaliação a cada quinze dias. Mas, desde o dia em que vocês foram embora, ele nunca mais trouxe você. Depois, só fui entender o que aconteceu quando vi as notícias…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...