Do lado de fora, Laís tinha vindo toda animada pra contar pra mãe sobre a cama com escorregador que a Joana tinha comprado. Mas, quando ela empurrou a porta só um pouquinho, ela viu a mãe queimando o saquinho bordado que o pai tinha mandado pra ela no dia anterior.
Os pezinhos de Laís travaram na hora.
Há pouco tempo, o pai ainda tinha ligado de propósito pra ela, perguntando se ela já tinha entregado o saquinho pra mamãe, perguntando como a mamãe tinha reagido quando recebeu o presente.
Laís realmente não entendia. Ela não conseguia imaginar quanto a mãe devia odiar o pai, a ponto de até o que ele mandava pra ela precisar ser queimado.
Ela não teve coragem de entrar, nem de assustar a mãe. Então ela voltou pro próprio quarto, na ponta dos pés.
Depois de hesitar um pouco, ela esperou a Rafaela ir brincar com a Joana e, sozinha no quarto, ela ligou pro pai.
A ligação foi atendida rápido, e a voz calma de Augusto veio pelo alto-falante do celular:
— Laís, por que você resolveu me ligar do nada?
Laís estava sentada no escorregador, com o rosto amarrado:
— Você não perguntou qual tinha sido a reação da mamãe quando ela recebeu o saquinho?
— Perguntei, sim. E aí… Como foi que ela reagiu? — Na insistência de Augusto dava pra ouvir uma pontinha de expectativa.
— Ela queimou. — Laís respondeu. — Papai, não manda mais saquinho, não. Esse negócio, se tacar fogo, some na hora. Manda logo um diamante bem grande pra mamãe. Diamante não pega fogo.
Quando Augusto ouviu que Débora tinha queimado o mesmo saquinho que ela mesma tinha bordado pra ele tantos anos antes, ele sentiu o peito congelar pela metade.
Ele ainda guardava uma esperança teimosa de que Débora estivesse só magoada por enquanto, e que, ao ver o saquinho, ela fosse lembrar do que eles tinham vivido juntos.
Agora, essa esperança parecia ter sido apagada com um balde de água gelada.
Ele forçou um sorriso diante do celular:
Thiago, por outro lado, parecia ter sumido do mapa: nem uma ligação, nem uma mensagem.
Quando eu terminei a meta de páginas do dia e o silêncio caiu em volta de mim, eu percebi, com um susto, que tinha alguma coisa vazia ali dentro, como se alguém tivesse arrancado um pedaço do meu peito.
Eu me peguei pensando se uma relação tão frágil como a minha com o Thiago, que não aguentava nenhum tipo de abalo, merecia mesmo ser levada adiante.
Foi aí que o meu celular tocou de repente, num toque agudo e insistente.
Meu coração deu um salto. Já passava das dez e meia, quase onze da noite. Eu estranhei na hora: por que os meus pais iam me ligar a essa hora?
Assim que eu atendi, a voz de Maria veio meio aflita, misturando cansaço e pressa:
— Débora, você precisa voltar aqui em casa agora! Eu não sei o que deu no Augusto, ontem ele apareceu de repente, invadiu a casa, subiu pro sótão onde vocês moravam antes e já tá trancado lá dentro faz dois dias! Eu e seu pai já falamos de tudo quanto foi jeito, mas ele não sai. E ainda trancou a porta por dentro. A gente pensou em chamar a polícia, denunciar ele por invasão, só que os seguranças que ele trouxe ficaram plantados na sala, vigiando a gente! Eles falaram que, se a gente fosse ligar pra alguém, só podia ser pra você.
Eu franzi a testa, sentindo a irritação subir como fogo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...