Mônica estava completamente desprevenida. Agora, com os cabelos presos firmemente nas minhas mãos, ela não conseguia se soltar.
— Me solta! Sua desgraçada! — Ela gritou, enquanto tentava se desvencilhar.
Como ela puxava para trás com muita força e eu não soltava seus cabelos, acabei sendo arrastada da cama para o chão, caindo com um baque seco.
Uma dor lancinante surgiu no local da cirurgia no meu pé.
Foi exatamente nesse momento que Augusto voltou.
Mônica, em questão de segundos, se transformou na vítima perfeita. Entre lágrimas, ela choramingou:
— Débora, por favor, não faça isso! Eu já entendi que estava errada…
Augusto, ao ver a cena, me empurrou com força e correu para levantar Mônica, envolvendo-a em seus braços enquanto verificava ansiosamente se ela estava machucada.
Enquanto isso, eu escondi discretamente uma mecha de cabelo de Mônica atrás de mim. Sentada no chão, com o corpo dolorido, eu me sentia tão fraca que mal conseguia me levantar.
A força que Augusto usou para me empurrar não foi leve. Minha cabeça estava zunindo, e tudo ao meu redor parecia girar.
Depois de se certificar de que Mônica estava bem, Augusto finalmente se virou para mim. Seus olhos estavam sombrios, e sua voz saiu gelada:
— Você enlouqueceu?
Eu o encarei e respondi com firmeza:
— Augusto, você realmente não conhece a verdadeira face da mulher que está segurando?
Levantei a manga da minha roupa de hospital e mostrei os inúmeros hematomas e marcas de perfurações que cobriam meu braço.
Mas, para minha surpresa, Augusto não demonstrou nenhuma dúvida ou choque. Pelo contrário, ele olhou para mim com frieza e disse:
— Mônica nunca faria algo assim. Essas marcas no seu braço, você sabe muito bem como elas apareceram.
O que ele queria dizer era que eu mesma tinha feito aquilo para incriminar Mônica.
Eu vi o canto da boca de Mônica curvar-se em um sorriso rápido e quase imperceptível. Logo depois, ela adotou uma expressão de profunda mágoa e disse com a voz trêmula:
— Débora começou a tirar a agulha e a se machucar sozinha. Eu só queria impedi-la de continuar se ferindo e tentei pegar a agulha da mão dela. Mas… Mas ela agarrou meu cabelo e se recusou a me soltar.
O olhar impiedoso de Augusto passou por mim como se eu não fosse nada. Ele simplesmente ignorou minha presença e saiu do quarto, abraçando Mônica como se quisesse protegê-la do mal.
Eu continuava caída no chão, deixada para trás como um pedaço de lixo descartado.
— O Dr. Matias é da neurocirurgia. Ele só estava aqui temporariamente para ajudar na emergência. Agora ele já voltou para a sua especialidade. Provavelmente não voltará mais.
Depois que o médico terminou de reembalar o ferimento, a enfermeira reconectou o soro e saiu do quarto.
Pouco tempo depois, ouvi o som da porta do quarto sendo aberta novamente.
Eu pensei que fosse Augusto, vindo para me acusar de algo ou para tirar mais sangue de mim. Porém, para minha surpresa, era Matias, que eu não via há dias.
— Achei que você tivesse voltado para a neurocirurgia. Por que está aqui? — Perguntei, confusa.
Ele caminhou até mim e respondeu:
— Uma amiga sua me pediu para passar aqui. Ela disse que não conseguiu falar com você pelo celular e ficou preocupada. Mas o que aconteceu? Você parece tão pálida. Ainda está se recuperando da cirurgia?
— Você conhece a Natália? — Perguntei, surpresa.
Ao mencionar o nome de Natália, os olhos de Matias pareceram brilhar com um toque de ternura. Ele respondeu:
— Ela veio me procurar várias vezes para saber sobre o seu estado de saúde. Conversando, acabamos nos conhecendo. Mas e você? Por que parece tão abatida?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...