Eu e Dona Joana nos levantamos imediatamente para encontrá-lo, ansiosas por notícias sobre Lorena.
O rosto de Thiago mostrava sinais de cansaço, mas já não estava tão tenso quanto na noite anterior.
— Minha mãe está fora de perigo por enquanto. Se conseguirmos passar pelos próximos dias críticos, a situação dela deve se estabilizar.
Nós duas soltamos um suspiro de alívio ao mesmo tempo.
Thiago olhou para a avó e disse, num tom de preocupação:
— Vó, já são quase dez horas. A senhora já está numa idade em que não deveria ficar acordada até tarde mexendo no celular. Vá descansar cedo.
Dona Joana ficou um pouco sem jeito, mas logo sorriu, compreensiva:
— Tudo bem, vou para o meu quarto. Vocês dois conversem!
Enquanto eu observava a senhora se afastar, senti minhas bochechas ficarem levemente quentes. Então, me virei para Thiago e perguntei:
— Você já jantou?
Ele soltou um leve suspiro, sentando-se no sofá com visível exaustão. Sua voz estava carregada de cansaço:
— Não. Durante o dia eu não consegui comer nada. Mas agora que você perguntou, acho que estou com um pouco de fome.
— Vou preparar algo para você comer. O que você gostaria?
Eu me virei para ir até a cozinha, mas, de repente, senti meu pulso ser segurado. Perdi o equilíbrio e caí direto nos braços dele.
Thiago me envolveu pela cintura e me olhou profundamente.
— Eu não quero que você seja minha empregada. Eu mesmo posso preparar algo, ou pedir para as funcionárias fazerem.
— Mas eu quero fazer isso por você. Faço porque quero, de coração. — Eu não consegui evitar um sorriso.
Mesmo assim, ele não me deixou ir. Levantou a mão e chamou uma das empregadas, instruindo-a a preparar uma refeição leve para ele.
Naquela situação, eu me sentia um pouco desconfortável. Meu papel ali era delicado, e não estava acostumada a ser vista em momentos tão íntimos com ele.
Eu tentei me levantar, mas ele apenas apertou mais o abraço ao redor da minha cintura.
— Não vá. Fique aqui comigo um pouco. — A voz dele estava rouca e baixa, e o queixo, coberto por uma leve sombra de barba, repousou suavemente na curva do meu pescoço. Sua respiração quente roçou minha pele, causando um arrepio.
Meu coração amoleceu, e eu desisti de tentar me afastar. Permaneci ali, permitindo que ele me segurasse daquela forma, me envolvendo por trás.
Por isso, decidi adiar o assunto sobre Augusto ter retirado a ação de divórcio. Não era o momento certo para trazer isso à tona.
De repente, um pequeno grito suave veio do topo da escada:
— Ah!
Meu corpo ficou tenso, e eu rapidamente me levantei dos braços de Thiago. Meu rosto queimava de vergonha.
Thiago também pareceu surpreso. Ele instintivamente soltou suas mãos que estavam ao meu redor.
Quando olhei para a escada, vi Laís usando um pijama rosa, com os cabelos um pouco bagunçados de tanto dormir. Ela estava esfregando os olhos sonolentos enquanto ficava parada nos degraus.
A testa franzida da menina mostrava sua confusão enquanto perguntava:
— Mamãe, por que você e o tio Thiago estavam abraçados?
— Laís! — Eu caminhei apressada até ela, tentando parecer tranquila. Passei a mão em seus cabelos e perguntei. — O que você está fazendo aqui embaixo? Já não estava dormindo?
— Estou com fome... — Laís fez um biquinho, com um olhar inocente. Sua voz, suave e levemente arrastada pelo sono, parecia ainda mais fofa. — Mamãe, eu quero comer biscoito.
Thiago se levantou nesse momento, olhando para Laís com uma expressão que parecia misturar surpresa, ternura e algo mais difícil de decifrar. Ele ficou em silêncio enquanto observava a menina por um longo tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...