Como as crianças estavam em casa e precisavam de alguém para cuidar delas, Natália veio ajudar.
Natália não sabia que Augusto queria disputar na justiça a guarda de Laís. Na verdade, a voz dela até carregava uma alegria efusiva:
— Quero te dar os parabéns adiantados! Finalmente você vai se livrar daquele canalha. Agora, com as duas meninas ao seu lado, sua vida vai ser maravilhosa! Quando quiser um homem, você arruma. Quando não quiser, vocês três vivem juntas, e nem vai dar tempo de se sentir sozinha. Só de pensar nisso já me dá vontade de comemorar por você!
Eu forcei um sorriso, sem dizer nada, e fui até o closet pegar um vestido preto. Para mim, aquilo era como ir ao funeral dos meus quatro anos de casamento com Augusto.
Natália, observando ao lado, balançou a cabeça e comentou:
— Olha, esse preto até que é elegante, mas se fosse eu, colocava um vermelho vibrante! É um dia pra comemorar, mulher!
Eu pensei, silenciosamente, que, se Laís não fosse tirada de mim, então hoje realmente seria um dia de celebração.
— Vai ser esse mesmo. — Respondi, sem ânimo para me arrumar ou trocar de roupa.
Na hora de sair, as crianças não sabiam para onde eu estava indo. Laís, especialmente por estar doente, estava ainda mais sensível. Ela me abraçou forte e disse:
— Mamãe, me dá um beijinho!
Eu a beijei na bochecha, e ela, com os bracinhos ao redor do meu pescoço, retribuiu com outro beijo.
— Mamãe, volta rapidinho, tá bom? Quando você voltar, traz um brinquedo surpresa pra mim? Pode ser um daqueles brinquedos de caixa surpresa?
— Tá bom, meu amor.
Eu olhei para ela, sentindo uma onda de tristeza me invadir.
Natália, sem fazer ideia do que aconteceria depois de hoje, ainda brincou:
Era Alice?
Ela finalmente tinha aparecido!
Eu a vi se ajoelhar ao lado da cama da minha mãe, segurando a mão dela, mas sem fazer mais nada.
Meu coração disparou, e fiquei com a sensação de que aquela figura era idêntica à que eu tinha visto naquele dia no corredor do hospital.
Sem pensar duas vezes, virei o carro e segui para o hospital.
Enquanto dirigia, mantive o vídeo da câmera aberto no celular e acelerei o máximo que pude.
Eu tinha medo, primeiro, de que ela pudesse fazer algo contra minha mãe. E, segundo, de que, se eu demorasse, ela escapasse antes que eu pudesse chegar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...