Assim que terminou de falar, Melissa não me deu chance de responder. Ela deu um passo à frente e tentou me empurrar para alcançar Rafaela, que ainda se escondia atrás de mim.
No meio daquela confusão, Laís soltou um grito e apareceu correndo, segurando um banquinho de plástico nas mãos.
O banquinho era leve e não tinha força para machucar, mas a forma como Laís avançou, rápida e determinada, pegou Melissa completamente de surpresa.
— Esta é a casa da minha mãe! Você não vai bater nela nem na Rafa! Eu vou te esmagar! — Gritou Laís, com o rosto vermelho de raiva, levantando o banquinho ainda mais alto. Ela parecia um pequeno leãozinho furioso.
Melissa foi atingida pelo banquinho e deu vários passos para trás, com uma expressão furiosa e desconfortável.
Apontando o dedo para mim, Melissa tremia de raiva enquanto dizia:
— Essa selvagenzinha sem educação só podia ser criação sua! Pode esperar, Débora!
Deixando essa ameaça no ar, ela lançou um olhar cheio de ódio para mim e para Rafaela, girou nos saltos altos e saiu quase correndo, visivelmente derrotada.
Eu soltei um suspiro de alívio, me virei rapidamente e me abaixei, abraçando as duas meninas ao mesmo tempo.
— Pronto, passou. Está tudo bem agora. — Murmurei.
Rafaela finalmente desabou. As lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, mas ela ainda assim se culpava:
— Desculpa... A culpa é toda minha...
Antes que eu conseguisse dizer algo, Laís interveio com sua habitual coragem:
— Você é boba? Foi aquela mulher má que te bateu, que te maltratou! Por que você está pedindo desculpas?
Eu segurei a mão de Laís levemente, pedindo que ela parasse de falar, e olhei para Rafaela. Passei a mão pela sua bochecha, que ainda estava vermelha do tapa, e perguntei, preocupada:
— Ainda está doendo?
Rafaela balançou a cabeça, negando, mas logo acrescentou, com um tom de preocupação:
— Minha mãe vai voltar. Eu sei que ela vai voltar.
Laís, com o rosto cheio de determinação, bufou:
— E daí? Se ela voltar, eu bato nela de novo!
Eu suspirei, tentando acalmá-las. Depois de confortar Rafaela por um tempo, decidi ligar para Lorenzo.
Mas ele não atendeu.
— A senhora pode explicar tudo isso na delegacia. Se for inocente, garantimos que não será prejudicada.
Ao lado, vi o rosto de Laís empalidecer. Ela correu até mim, agarrou minhas pernas e gritou para os policiais:
— Vocês não podem levar minha mãe! Minha mãe nunca maltratou a Rafa! Ela cuida da Rafa melhor do que cuida de mim! Todos os dias ela faz comida pra gente, leva a gente pra escola e busca também!
Eu me abaixei e abracei Laís, que já estava chorando.
— Não chore, Laís. Eu só vou esclarecer tudo para os policiais. Prometo que volto rapidinho, tá? Escute bem: enquanto eu não voltar, não abra a porta para ninguém. Nem para as pessoas que você conhece. Fique aqui e me espere, combinado?
Laís, entre soluços, apertou minha roupa e assentiu com força.
Depois de tranquilizá-la, peguei a mão de Rafaela, que também estava visivelmente nervosa, e saí com os policiais.
...
Enquanto isso, Laís não conseguia ficar parada em casa.
Ela finalmente tinha conseguido ter uma mãe de verdade e, agora, os policiais estavam levando sua mãe embora.
Segurando firme o celular infantil, Laís olhou para ele por um longo tempo, com o rosto cheio de determinação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...