Naquele momento, Rafaela puxou de leve a barra da minha blusa e, com a voz baixinha, pediu:
— Tia Débora, eu também quero dormir com você. Se a Laís pode dormir, eu também quero...
Laís ouviu o pedido e imediatamente franziu o nariz, abraçando minha perna com força.
— Mas ela é minha mãe! É comigo que ela tem que dormir! — Protestou, com a voz cheia de determinação.
Os olhos de Rafaela ficaram instantaneamente tristes. Ela abaixou a cabeça, em silêncio, sem dizer mais nada.
Eu olhei para o rostinho dela, tão cheio de decepção, e senti meu coração apertar. Pensei por um instante e, então, propus com um sorriso:
— Que tal vocês dormirem juntas, hein? Amanhã podemos ir comprar uma cama com escorregador. Vocês escolhem quem vai dormir em cima e quem vai dormir embaixo. O que acham?
Assim que terminei de falar, os olhos das duas brilhavam de empolgação.
Laís, já esquecendo a teimosia de antes, respondeu animada:
— Eu quero dormir em cima! Escorregador é super divertido!
— Tudo bem! — Disse Rafaela, sorrindo. — Eu durmo embaixo, porque tenho um pouco de medo de altura.
A tensão e o desconforto que Augusto tinha causado mais cedo se dissolveram completamente com as risadas das meninas.
Entreguei o tablet para elas, que já começaram a procurar modelos de camas. Assim que escolhessem, eu planejava levá-las no dia seguinte para ver de perto na loja de móveis.
Enquanto isso, eu comecei a me recompor, organizando meus pensamentos e me preparando para fazer o almoço.
— Eu não aceito esse resultado de hoje. Se vocês insistirem nesse tipo de resolução, vou denunciar. Sou jornalista, conheço bem o impacto que uma notícia sobre abuso infantil pode ter. Vocês sabem melhor do que eu como o público reagiria ao descobrir que essa é a forma como lidaram com o caso.
O clima no escritório mudou imediatamente. O policial, que antes parecia irritado, agora demonstrava preocupação. Ele tentou me acalmar:
— Débora, calma, por favor. Não tome nenhuma decisão precipitada. Vou falar com nossos superiores agora mesmo. Por favor, volte para casa e aguarde. Em três dias daremos uma resposta definitiva que, espero, será do seu agrado.
Só então eu me levantei e saí da delegacia.
Enquanto caminhava pelo corredor, ouvi dois policiais conversando atrás de mim:
— Que confusão! Augusto pediu ajuda para os superiores e já tinha até preparado a fiança. Mas quem diria? A esposa dele não é fácil de lidar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...