Laís finalmente suspirou aliviada e perguntou:
— Então por que ela estava chorando?
Augusto não soube como responder. Ele desviou o olhar e disse:
— Primeiro, vamos lavar o rosto e escovar os dentes. Você está com fome? Eu finalmente consegui fazer a canja direito. Vou te servir uma tigela, que tal?
— Oba! — Laís exclamou animada e, sem economizar elogios, disse. — Meu pai é o melhor de todos!
Em seguida, ela olhou para Augusto e anunciou:
— Papai, agora já sei lavar o rosto e me vestir sozinha! Você não precisa mais me ajudar. Eu vou sozinha!
Augusto a encarou surpreso, e logo em seguida olhou para mim. Ele comentou:
— Deixar você cuidar da Laís foi a decisão certa.
Eu ignorei o comentário dele. Permaneci sentada no sofá, mas minha mente estava longe, presa na imagem de Thiago parado na porta mais cedo.
Mesmo sabendo que entre mim e Thiago não havia nenhuma questão de certo ou errado, eu não conseguia evitar o desconforto que me consumia. Era impossível não pensar naquilo.
Enquanto isso, Laís já tinha corrido para o banheiro para se lavar. Augusto, por outro lado, voltou para perto de mim, com o cenho franzido e uma expressão nada amigável.
— O Thiago é assim tão importante? Você mal conhece ele. Vocês se conhecem há o quê? Poucos dias?
Eu sorri, mas foi um sorriso carregado de ironia.
— E eu conheço você há vinte anos. E daí? Augusto, será que eu algum dia realmente conheci você?
Ele franziu ainda mais a testa, e sua voz ficou mais baixa, mas cada palavra parecia pesar toneladas:
— Eu sei que você está tentando me provocar, querendo que eu vá embora. Mas, Débora, a partir de hoje, onde você estiver, eu também estarei. Eu não vou sair daqui. Nem mesmo Thiago vai se meter nos assuntos entre mim e minha esposa.
Nesse instante, Laís apareceu segurando uma pequena caixa nas mãos. Ela a ergueu e perguntou:
— Esse cristal é tão lindo! Posso usar?
Eu congelei por um momento, mas logo me levantei rapidamente e tirei a caixa das mãos dela.
— Laís! Quem te deu permissão para mexer nas minhas gavetas? — Minha voz saiu mais dura do que eu pretendia.
Laís parou, surpresa, e ficou com uma expressão magoada.
— Eu não conseguia achar os elásticos para o cabelo. Só queria ver se tinha algum na gaveta... Só achei que esse cristal era bonito, azulzinho... Por que você ficou brava? Tá bom, eu não quero mais!
Eu suspirei, já arrependida de ter sido tão rígida. Quando fui guardar a caixa de volta, Augusto interrompeu, mandando Laís ir para o quarto.
— Divórcio? Nem sonhando. Se você tem tanta coragem, manda ele me processar! Quero ver ele vir falar comigo!
Dito isso, Augusto finalmente perdeu a paciência. Ele foi direto para o quarto, arrumou as coisas de Laís às pressas e saiu com ela.
Antes de ir embora, a menina olhou para trás, como se quisesse dizer algo.
Mas o rosto de Augusto estava tão carregado de fúria que ele a puxou rapidamente, e ela não teve chance de falar nada.
Depois que eles saíram, eu respirei fundo e tentei me recompor. Peguei a pequena caixa que estava sobre a mesa e a abri.
Dentro dela, a pulseira de turmalina repousava silenciosa, como se me chamasse. Sem entender muito bem por quê, eu a peguei e coloquei no pulso antes de sair de casa.
Eu só queria encontrar Thiago. Precisava explicar para ele por que Augusto estava na minha casa.
Mesmo sem saber se isso fazia alguma diferença...
…
Por sorte, a neve lá fora havia parado, e o acúmulo no chão já era bem menor. Depois de uma hora dirigindo, cheguei à casa de Thiago.
A verdade é que eu nem sabia se ele estava em casa...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...