Eu imediatamente chamei a polícia e travei as portas do carro, esperando que eles chegassem.
No entanto, naquele momento, alguém apareceu com uma barra de ferro e quebrou o vidro da minha janela.
Eu nunca tinha vivido algo assim. Fiquei completamente paralisada, segurando a respiração, enquanto os estilhaços do vidro quebrado caíam bem à minha frente.
Quando perceberam que dentro do carro só estava eu, sem nenhum sinal da Mônica, todos eles pareciam perder a cabeça.
— A Mônica não está no carro! Como assim?
— Quem é você?
— Sai daí agora!
Eles me puxaram para fora do carro em questão de segundos. Os cacos de vidro cortaram minha mão, mas aquilo estava longe de ser o pior.
Eles me agarraram e começaram a me interrogar, gritando:
— Onde está a Mônica? Para onde ela foi?
— Você faz ideia de quanto esforço tivemos para encontrar a Mônica, e você ainda tem a coragem de nos enganar?
— Você merece morrer! Seguimos a Mônica por tanto tempo só para tirar uma foto, e você nos impede até disso?
Eu me tornei o alvo da frustração deles. Eles puxavam meu cabelo, rasgavam minha roupa e me sacudiam como se fossem loucos.
Havia tantas pessoas que eu sequer tinha como fugir.
Foi só quando o som das sirenes da polícia ecoou pelo caos que a cena finalmente chegou ao fim.
Os fãs descontrolados foram levados pelos policiais, e eu fui conduzida à delegacia para registrar o ocorrido.
Depois que contei tudo o que aconteceu, os policiais demonstraram muita empatia. Eles chamaram o médico da delegacia para cuidar dos meus ferimentos e me perguntaram:
— Precisa que avisemos sua família para vir buscá-la?
Com a voz rouca e quase sem forças, respondi:
— Obrigada, mas eu consigo voltar sozinha.
Uma das policiais, talvez por pena de mim, e sabendo que meu carro tinha sido levado para o conserto, se ofereceu para me levar para casa.
No caminho, ela me disse com um tom gentil:
— Débora, o médico pediu para você usar a pomada todos os dias. Assim, não ficará nenhuma cicatriz no rosto.
Eu não disse uma palavra. Apenas o encarei em silêncio.
Ele era um homem tão inteligente. Por que fazia uma pergunta tão óbvia?
Laís, tapando o nariz com os dedos, exclamou de forma exagerada:
— Papai, por que ela está tão suja? Parece toda fedida e nojenta! Manda ela embora! Assim eu nem consigo comer!
Na verdade, até aquele momento, eu não tinha comido absolutamente nada nem bebido uma única gota de água.
Augusto, incapaz de ver sua preciosa filha sofrer qualquer desconforto, decidiu resolver a situação. Para evitar que minha presença “estragasse” o jantar de Laís, ele disse:
— Vá para o quarto. Mais tarde, eu subo para falar com você.
Eu olhei para cada um deles, gravando as expressões que vi naquele momento.
O olhar complicado de Augusto.
A satisfação mal disfarçada nos olhos de Mônica.
E o desprezo descarado de Laís.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...