Augusto, para minha surpresa, cooperou e aceitou conceder a entrevista.
No entanto, quando perguntei sobre a data de lançamento do dispositivo, ele apenas disse que seria “o mais breve possível”, sem dar nenhuma previsão específica.
Aquela matéria não tinha nenhum atrativo especial. Acabei perdendo metade do dia para nada e saí do Grupo Moretti me sentindo completamente frustrada e irritada.
…
Depois do trabalho, fui ao hospital visitar minha mãe. O que eu não esperava era encontrar Pietro lá. Ele estava sentado ao lado da cama dela, com um olhar fixo em sua direção.
O mais estranho era que ele estava segurando a mão da minha mãe.
Meu coração disparou. Entrei no quarto, tentando controlar a inquietação, e o chamei:
— Dr. Pietro.
Ele pareceu levar um susto ao ouvir minha voz. Como se tivesse sido pego fazendo algo errado, ele soltou a mão da minha mãe imediatamente.
— O senhor está aqui? — Perguntei, tentando soar casual, mas observando cada detalhe com desconfiança.
O nervosismo no rosto de Pietro foi evidente, mesmo que tenha passado rápido. Ele tentou se justificar, visivelmente desconfortável:
— Eu… Eu só quis vir saber como sua mãe está.
Talvez ele tenha percebido que a explicação poderia soar dúbia, então apressou-se a acrescentar:
— Ah, porque ela é uma das poucas participantes dos testes do dispositivo. Como o equipamento ainda está em fase de avaliação, a equipe de análise precisa de mais dados para comprovar sua eficácia. Por isso, o estado de saúde dela é muito importante para nós.
Ele se estendeu em uma justificativa longa, e eu fiquei apenas observando, sem saber se acreditava ou não.
Então, depois de hesitar um pouco, Pietro finalmente disse:
— Débora, eu tenho algo para conversar com você…
— Pode falar. — Respondi, com um tom direto, já imaginando o que ele queria.
E, como eu suspeitava, ele disse:
A cena dele segurando a mão da minha mãe não saía da minha cabeça. Um calafrio percorreu meu corpo, e eu não conseguia afastar aquela sensação de inquietação.
…
Alguns dias depois, o julgamento contra os fãs da Mônica finalmente aconteceu. Eu havia pedido folga na empresa e fui ao tribunal acompanhada de Lúcia.
Natália também apareceu. Ela queria ver com os próprios olhos o resultado da audiência.
Os líderes do grupo de fãs que me difamaram estavam irreconhecíveis: abatidos e claramente envergonhados.
O advogado deles, como esperado, era do Grupo Moretti. Mas, mesmo com um excelente advogado, quando o cliente está errado e as provas do outro lado são sólidas, não há como vencer.
Os réus acabaram perdendo o caso.
O juiz considerou os líderes culpados de “difamação e injúria”. Eu também aproveitei para apresentar um laudo médico que comprovava que eu estava sofrendo de depressão.
Cerca de um mês antes, quando fui consultar um psicólogo, ele havia diagnosticado que eu já apresentava sinais claros de depressão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...