Pietro disse:
— Eu sou pesquisador. Esses equipamentos são como meus filhos, e é minha obrigação cuidar deles.
Nesse momento, o diretor do hospital finalmente notou a minha presença. Ele se aproximou rapidamente e disse:
— Débora, a situação da sua mãe já está estável. Foi graças aos especialistas trazidos pelo Sr. Augusto e, claro, à assistência do Dr. Pietro! Você já pode entrar para vê-la.
O aperto no meu coração finalmente se dissolveu. Depois de agradecer a eles, fui imediatamente para o quarto da minha mãe.
A maioria dos tubos e equipamentos de emergência já havia sido retirada. Ela estava deitada tranquilamente na cama, com uma expressão serena.
Sentei-me ao lado dela e segurei sua mão quente. Era quase como voltar à infância, quando era ela quem segurava a minha mão.
Naquele momento, meu coração finalmente encontrou um pouco de paz.
De repente, uma voz soou atrás de mim:
— Débora, eu… Preciso falar com você.
Virei-me surpresa e vi Pietro parado na porta.
Ele havia acabado de me chamar de Débora? Ele sabia quem eu era?
Mas, ao mesmo tempo, ele parecia diferente de seus filhos. Ele havia ajustado o equipamento para salvar minha mãe, o que não era algo que Igor ou Mônica fariam.
Por isso, preferi não dizer nada desagradável.
— Dr. Pietro. — Levantei-me educadamente, esperando ele continuar.
Pietro lançou um olhar profundo para minha mãe antes de dizer:
— Podemos conversar lá fora? Se falarmos aqui, sua mãe pode ficar desconfortável ao ouvir. Mesmo em estado vegetativo, a audição dela ainda está ativa.
Percebi que Pietro realmente era diferente de Mônica e Igor.
— Claro.
Assenti com a cabeça e o segui para fora do quarto.
Pietro me olhou com uma expressão complexa, seus olhos cheios de algo que eu não conseguia decifrar. Senti-me um pouco desconfortável e perguntei:
— Dr. Pietro, o que o senhor quer me dizer?
Ele respondeu com seriedade:
— Quero lhe pedir desculpas. Foi minha falha como pai não ter educado meus filhos direito. Eles acabaram causando muitos problemas para você.
— Certo, suas desculpas estão aceitas. Mas eu não pretendo perdoar.
Dei-lhe um sorriso falso e voltei para o quarto da minha mãe.
...
Mais tarde, Natália apareceu no hospital. Ela tinha ouvido falar que a saúde da minha mãe havia melhorado.
Assim que a vi, perguntei, preocupada:
— E o seu jardim de infância? Está tudo bem? E o seu pai, como ele está?
Eu sabia que o pai dela tinha um temperamento explosivo, do tipo que perdia a paciência com facilidade.
Natália respondeu:
— Pode ficar tranquila! O Augusto chegou a fazer uma denúncia contra a gente, mas, mais tarde, ele retirou a queixa por conta própria. Ah, e ainda fez uma doação para construir um novo prédio no jardim de infância.
Fiquei surpresa. Depois, pensando melhor, imaginei que ele devia estar se sentindo culpado por ter me acusado injustamente naquele dia.
Mas, claro, a culpa dele não durou mais do que um dia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...