No fim, Igor conseguiu arrancar o gravador da minha mão.
Eu vi, impotente, todo o meu esforço prestes a ser destruído. Desesperada, corri até Augusto e implorei:
— Faça ele tocar o que está gravado! Se o que eu disse não for verdade, eu aceito qualquer punição! Eu até retiro a matéria e peço desculpas a eles, sem hesitar! Augusto, por favor, confie em mim só desta vez. Faça ele devolver o gravador!
Augusto me olhou com aquele olhar sombrio e insondável, em silêncio, por um longo momento. Quando finalmente falou, sua voz era fria o suficiente para me fazer perder qualquer esperança:
— Você tem ideia de que gravar alguém sem consentimento é uma violação da privacidade? É crime, Débora. Pare com isso e venha comigo.
Dizendo isso, ele segurou meu pulso com firmeza e me arrastou para fora dali, sem me dar chance de resistir.
Enquanto ele me levava embora, eu olhei para trás e vi Mônica, Igor e Manuela. Os três estavam parados na porta, com sorrisos arrogantes de vitória estampados no rosto. Eles nem sequer tentavam disfarçar.
Eu estava tão furiosa que sentia meus dentes rangerem. Só faltava um pouco, só um pouco!
Mas Augusto não acreditou em mim. Ele não me apoiou.
Bastava uma palavra de Mônica para ele tomar o lado da família Fonseca, sem questionar.
— Augusto, me solta! — Gritei, com lágrimas de raiva escorrendo pelo rosto. — Seu desgraçado! Me solta agora!
Ele, no entanto, continuou me arrastando até o estacionamento. Assim que chegamos, ele me empurrou para dentro do carro e trancou as portas.
Logo em seguida, Augusto entrou e sentou-se ao volante.
Eu estava com os olhos vermelhos de ódio, mas ele permanecia absurdamente calmo.
— Sobre o que você disse hoje no almoço, sobre sair sem nada. — Ele começou, com aquela voz baixa e controlada. — Acho que devo te explicar. Foi uma decisão da minha mãe, não minha.
Eu ainda estava tomada pelo ressentimento de ter perdido as provas contra a família Fonseca. Meu corpo inteiro tremia de raiva, e eu não tinha a menor vontade de falar com ele.
Mas Augusto, imperturbável, continuou:
— Eu já disse antes, enquanto você não ferir Mônica ou Laís, ninguém vai tirar o lugar de Sra. Moretti de você. Mas, Débora, você passou dos limites. Está indo longe demais! Repetidamente atacando a Mônica, a ponto de prejudicar as pessoas ao redor dela.
— Débora, retire essa notícia. Pare de perseguir Mônica e a família Fonseca. Eu posso te garantir que você continuará como Sra. Moretti sem ninguém te incomodar.
Fechei os olhos com força, tentando conter a dor e a humilhação que estavam me consumindo.
A família Fonseca tinha cometido tantas atrocidades, e eu só tinha feito o que era certo ao expor isso.
Mas, para Augusto, tudo o que eu fizera era uma perseguição injusta.
Passei um bom tempo tentando me recompor, até que finalmente consegui falar com um tom controlado:
— Augusto, não me importa quem você quer que seja a Sra. Moretti. Mas a notícia eu vou continuar escrevendo. E se você ousar me ameaçar de novo, vou colocar suas ameaças na próxima matéria também.
O rosto de Augusto ficou sombrio, e ele franziu as sobrancelhas de forma quase imperceptível antes de dizer:
— Nem o Grupo Moretti nem eu somos tão fáceis de derrubar. Se você e Cláudio querem me desafiar, só estão cavando a própria cova.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...