Ayla esboçou um sorriso amargo e respondeu com pouca energia: “Não… Eu estava muito ocupada, não ouvi o telefone tocar, só vi agora.”
“Olha só!” Daniela logo percebeu que ela não estava bem e perguntou com preocupação: “O que aconteceu com você? Sua voz parece um pouco rouca e você está sem ânimo.”
“Não é nada, só estou cansada do trabalho, não descansei direito.” Ela se recompôs um pouco e perguntou de forma proativa: “Daniela, por que a senhora me ligou?”
“E por que mais seria? Claro que é sobre sua mãe.” Daniela respondeu prontamente, mas de repente parou e hesitou por dois segundos antes de dizer: “Você… não quer saber dessas coisas, quer? Se não quiser, eu paro por aqui, finja que nem liguei.”
Ayla pensou que, com as palavras já ditas até esse ponto, qualquer pessoa ficaria curiosa, não tinha como simplesmente ignorar.
Apesar de todo o ressentimento que sentia por aquela mulher, não podia mudar o fato de que eram mãe e filha de sangue.
Além disso, o destino nunca seguia a lógica; quanto mais se tentava evitar, mais o infortúnio vinha ao encontro.
Pensando nisso, achou melhor entender a situação com antecedência, pelo menos para estar preparada caso um dia ela aparecesse de repente em sua frente, assim não ficaria completamente perdida.
“Não tem problema, Daniela, conte o que sabe…”
Na verdade, Daniela também tinha uma grande vontade de desabafar. Ao ouvir Ayla dizendo isso, imediatamente se animou e começou a falar.

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