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Depois da Tempestade, Chegou Meu Sol romance Capítulo 555

Arnaldo apenas lançou um olhar frio para ela e entregou as roupas para Belmira, que vinha caminhando logo atrás.

Belmira disse respeitosamente: “Senhor, a comida já está pronta. Pode lavar as mãos para jantar.”

Naquele momento, Vânia também saiu do banheiro.

“Papai!” Ela correu em direção a Arnaldo.

Diante da filha, Arnaldo esboçou um leve sorriso, agachou-se e acolheu Vânia em seus braços.

“Minha princesinha, como foi hoje na escola?”

Se ele não tivesse perguntado, talvez estivesse tudo bem, mas ao ouvir a pergunta, Vânia ficou abalada, recostou-se no ombro do pai e as lágrimas começaram a brilhar em seus olhos.

“Papai, o mano não fala mais comigo…”

Geovana tentou consolar: “Vânia, seu irmão nunca vai te ignorar. Ele sempre amou você mais do que tudo.”

Ela estendeu a mão para puxar Arnaldo. “Arnaldo, neste fim de semana, vamos levar a Vânia, pedir para a Corina trazer o Ricardo e toda a nossa família pode acampar e relaxar um pouco. Já faz tanto tempo que não saímos juntos para nos divertir.”

Arnaldo a afastou friamente. “Vamos jantar primeiro.”

Dizendo isso, ele levou Vânia até a mesa de jantar e sentou-se com ela no colo.

Carolina e Belmira, ambas ligadas à senhora da casa, conheciam bem o caráter de Geovana. Embora não dissessem nada, trocaram entre si um olhar de satisfação maldosa.

Era merecido!

A amante nunca teria um bom desfecho!

Geovana, contendo a mágoa, caminhou até a mesa. Ela puxou uma cadeira para sentar-se.

“Não sente aí.” De repente, Arnaldo falou. Ele não olhou diretamente para Geovana, apenas usou um tom firme e sem espaço para discussão. “Sente-se em outro lugar.”

Aquele era o lugar onde Késia costumava sentar-se.

Geovana, engolindo o orgulho, sentou-se ao lado de Vânia.

Ela, como de costume, serviu sopa para Vânia. Quando tentou servir para Arnaldo, ele recusou discretamente.

Aquela refeição foi amarga para Geovana.

“Veja, se não tiver problema, assine.”

“O que é isso?” Geovana perguntou, sem entender, ao estender a mão para pegar o papel.

Arnaldo fechou os olhos e massageou as têmporas, sentindo uma dor latejante. “Nos próximos cinco dias, o grupo estará em um momento crucial de captação de recursos. Como minha noiva, você não pode se envolver em escândalos. Mas, após cinco dias, quero que você se entregue à polícia! Assuma tudo o que fez contra Késia e Vânia!”

“Seu pai, Celso, já está preso. Não sei com quem ele se meteu agora, mas as contas da empresa dele estão sendo investigadas. A maior parte do dinheiro e dos bens da família Correia está bloqueada, você não pode mexer em nada.” Arnaldo olhou lentamente para Geovana, que segurava o contrato com as mãos trêmulas, o rosto pálido e lágrimas caindo em grande quantidade.

Arnaldo apertou os lábios. Em relação a Geovana, ainda sentia certa compaixão.

“Neste acordo, preparei para você três imóveis no exterior e cinquenta milhões em conta bancária. Isso deve garantir sua vida após deixar a prisão.”

Afinal, Geovana o acompanhou durante tantos anos.

Mais importante ainda, ela já arriscou a própria vida para salvá-lo, amou-o de maneira incondicional e, para poder casar com ele, chegou a abrir mão da maternidade e fez uma laqueadura!

Quantas mulheres seriam capazes de ir tão longe por um homem?

Mesmo que Geovana tivesse cometido inúmeros erros, Arnaldo pensou que, pelo menos, o sentimento dela por ele sempre foi verdadeiro...

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