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Depois da Tempestade, Chegou Meu Sol romance Capítulo 554

Residência da família Castilho.

A casa havia recebido duas novas empregadas, Belmira e Carolina, ambas escolhidas pessoalmente pela senhora idosa.

Belmira preparava as refeições na cozinha.

Enquanto isso, Carolina permanecia na sala de estar, aparentemente organizando o ambiente, mas seus olhos não se afastavam de Geovana e Vânia, sentadas no sofá.

Vânia brincava com os blocos em suas mãos.

“Sra. Geovana, hoje, na saída da escola, eu encontrei meu irmão,” Vânia comentou, com um tom desanimado. “Mas ele não falou comigo, e a Flávia também não... A senhora conhece a Flávia?”

Ela segurava um bloco e olhava para Geovana.

“É aquela menina mais magrinha da nossa turma, aquela que sempre sofria bullying. Eu costumava protegê-la. Mas, esses dias, ela não quer mais ser minha amiga.”

Geovana mostrava-se distraída.

Sua mente estava ocupada com o fato de Késia não ter morrido, e para piorar, sua mãe Veridiana também havia sumido à tarde. Agora, não havia ninguém para lhe dar conselhos.

“Então, brinque com outras crianças,” Geovana respondeu, de forma displicente.

Vânia torceu os lábios. “Claro, eu tenho muitos outros amigos. Eu brinco com Noelia, com a Fabíola e com as outras meninas, nós somos amigas de verdade. Só brincava com a Flávia porque sentia pena dela. Se ela não quer brincar comigo, tudo bem!”

Conforme falava, a voz de Vânia foi ficando mais baixa.

Na verdade, o que mais a magoava era o fato do irmão ter começado a ignorá-la.

Desde o dia em que voltaram do Parque da Roda-Gigante, o irmão não havia mais voltado para casa.

Vânia só se lembrava de ter visto um palhaço de cabelo vermelho naquele dia. Ela correu até o palhaço, depois a Sra. Geovana apareceu, estava muito perfumada e ela, Vânia, sentiu muito sono.

Quando Vânia acordou, já estava no carro, voltando para casa com a Sra. Geovana...

Quanto à Késia, sua mãe biológica, Vânia abaixava a cabeça e não ousava mencionar o nome diante da Sra. Geovana.

Afinal, só podia escolher uma. Já que escolhera a Sra. Geovana, não podia mais falar sobre Késia, nem vê-la.

O irmão, provavelmente, escolhera ficar com a mãe biológica...

Quanto mais Vânia pensava, mais triste se sentia.

Mas Geovana não era ingênua. Sabia que as duas empregadas tinham sido contratadas por Arnaldo especialmente para impedir que ela e Vânia ficassem a sós.

Afinal, o banheiro era o único cômodo da casa sem câmeras de segurança.

Além disso, quando Geovana ia buscar Vânia, era acompanhada não só pelo motorista, mas também por um segurança. Era vigiada o tempo todo para não fazer nada fora do previsto.

Até o bolo que levara para Vânia foi confiscado.

Na casa, Geovana conseguia contar pelo menos uma dúzia de câmeras a olho nu. Era uma vigilância total de trezentos e sessenta graus sobre cada movimento seu... Arnaldo agora a tratava como se fosse uma criminosa.

“Está bem, vou procurar em seguida,” Geovana respondeu.

Ela observou Carolina levar Vânia ao banheiro e apertou com força a mão ao lado do corpo.

Jamais imaginaria que aquela infeliz da Késia... teria sobrevivido!

Geovana estava prestes a subir as escadas quando, naquele momento, Arnaldo entrou pela porta.

“Arnaldo.” Geovana imediatamente se adiantou para receber o casaco que ele tirava.

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