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Depois da Tempestade, Chegou Meu Sol romance Capítulo 439

Roberto ficou um pouco confuso com a reação de Késia.

“Seu marido não se chama Rodrigues? Então aquele Sr. Rodrigues, que fez tanto esforço por você durante tanto tempo...” Roberto coçou a cabeça grisalha, demonstrando perplexidade.

Seria esse o amor dos jovens de hoje?

Ele percebeu que realmente estava ficando velho.

Késia lentamente soltou a mão, restando um leve formigamento na ponta dos dedos já frios.

“Por acaso, aquele homem se chama Demétrio?”

Roberto respondeu: “Isso eu não sei, só ouvi as pessoas ao redor chamando ele de Sr. Rodrigues. O homem era realmente muito bonito. Em toda minha vida, nunca vi um homem tão atraente, mas homem bonito demais também não costuma trazer coisa boa...”

Era mesmo, era Demétrio.

Apenas um rosto como aquele poderia marcar tão profundamente.

Desde que acordara, em todas as situações, a figura de Demétrio sempre aparecia no momento em que ela mais precisava... Mas, por quê?

Entre eles, não havia proximidade suficiente para justificar atitudes tão extremas dele...

Para Késia, Demétrio não passava de um colega de classe da universidade, alguém que sempre estava em desacordo com ela.

Ela já desconfiara e até perguntara diretamente o que Demétrio sentia.

Ele próprio dissera, com todas as letras, “não gosto”.

Então, por que fazia todas essas coisas?

Ninguém é bom com alguém sem motivo; sempre há algum interesse.

No carro, a caminho de casa, Késia hesitou por um tempo antes de enviar uma mensagem a Demétrio: “Quando você tiver um tempo livre? Gostaria de conversar com você.”

No entanto, a mensagem ficou sem resposta, como se tivesse caído no vazio.

Pela primeira vez, Késia se sentiu inquieta; então resolveu ligar para ele, mas o telefone estava desligado.

Késia só pôde recorrer a Lucas Caminha.

Contudo, recebeu a seguinte resposta:

“Sra. Cardoso, o Sr. Rodrigues viajou para o exterior a trabalho. Sempre que ele viaja, usa outro aparelho de celular.” Lucas perguntou: “A senhora tem algum assunto urgente com o Sr. Rodrigues? Posso transmitir o recado, se desejar.”

Késia olhou pela janela, notando que o tempo parecia anunciar chuva. “Não é urgente, vou entrar em contato quando o Sr. Rodrigues retornar.”

“Está bem.”

Assim que Késia encerrou a ligação, Lucas imediatamente enviou uma mensagem para o outro celular de Demétrio para informar o ocorrido.

Lucas: “Sr. Rodrigues, a Sra. Cardoso finalmente perguntou pelo senhor!!!”

Três pontos de exclamação, mãos trêmulas e um coração acelerado: finalmente, Sr. Rodrigues via uma luz no fim do túnel!

Do outro lado do mundo, Demétrio estava sentado no jardim, com a cabeça levemente baixa, lendo a mensagem recebida no telefone.

Seus olhos negros e serenos esboçaram um leve sorriso.

“Demétrio!” Uma voz feminina jovem e alegre soou ao longe.

Ele guardou o celular, levantou os olhos e encarou a bela jovem que se aproximava apressada, sorrindo de leve. “Quanto tempo, Yanyan.”

Andreia Mendonça parou diante de Demétrio, seus olhos negros e brilhantes o encararam com coragem. Demétrio, com calma, tomou um gole de chá e retribuiu o olhar sem desviar.

Os olhos do homem eram profundos como um poço, despertando o desejo de desvendar seus mistérios, mas também o medo de se perder neles.

No final, Andreia corou e desviou o olhar.

“Para que tanto nervosismo? Vai acabar assustando os santos!” Ela repreendeu a filha com um olhar, saindo do oratório enquanto falava. “Neste momento, é Arnaldo quem não consegue viver sem você. No lado sentimental, você é a salvação dele; no lado profissional, ainda pode ajudá-lo. Arnaldo não é tolo, sabe muito bem o que escolher!”

“Quanto à Késia...” Veridiana sorriu friamente. “O que ela pode fazer, mesmo sabendo? Seu pai só reconhece você como filha diante de todos! Agora, concentre-se na festa de aniversário do Raimundo!”

Veridiana pegou uma caixa de veludo do suporte de madeira e a entregou para Geovana.

“Aqui está a relíquia favorita de Raimundo, um antigo artefato de bronze em forma de fênix! Use isso para agradá-lo, e logo estaremos conectadas à rede de contatos da família Soares.”

Geovana abriu a caixa e, de fato, lá estava uma fênix esculpida de maneira vívida!

Chegou, então, o dia da festa de aniversário de Raimundo.

A festa ocorreu em uma propriedade da família Soares, localizada na zona rural.

Na entrada, dois leões de pedra segurando esferas simbolizavam imponência e respeito.

Diversos carros de luxo estavam estacionados em frente à mansão; alguns de valor inestimável, outros aparentemente comuns, mas cujas placas denunciavam o status e a influência dos proprietários.

Naquele dia, Késia foi como acompanhante de Mário Duarte.

“Sr. Duarte, obrigada por me trazer.”

Ela, na verdade, tentara a sorte ao entrar em contato com Mário; caso ele recusasse, ela teria outros meios de entrar.

No entanto, a forma mais rápida e simples era mesmo como acompanhante de Mário.

Para sua surpresa, Mário aceitou de imediato.

Naquela noite, ele usava um traje formal, diferente do costume, deixando transparecer sua nobreza natural.

“Foi nada! Qualquer coisa em que eu puder ajudar, só falar! Desde a primeira vez que te vi, simpatizei contigo! Me senti muito à vontade!” Mário, com um jeito familiar, ainda completou: “Você parece até minha futura cunhada!”

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