Joaquim segurava duas sacolas de comida para viagem com as mãos.
— A irmã não disse que tinha caído e não podia sair? Então, eu trouxe direto. Provavelmente vocês também não querem cozinhar, com certeza iam pedir comida. — Ele entrou e colocou os pratos na mesa, sorrindo de forma descontraída. — A comida do Sabores do Sol, a irmã adora.
— Não esperava isso, irmão, você é bem atencioso, hein! — Letícia comentou, rindo sem preocupação, e se virou para pegar os talheres na cozinha.
Joaquim, ao ouvir o apelido de "irmão", franziu um pouco a testa e observou discretamente a reação de Sophia, temendo que ela não gostasse dele por causa da diferença de idade.
Ele percebeu que Sophia se importava com a idade. Quando viu que ela não teve nenhuma reação excessiva, se sentiu aliviado.
— Você não precisava ter vindo até aqui. Da última vez, você me salvou na piscina, eu deveria ser quem te convidasse para jantar. — Sophia disse calmamente.
— Isso não tem importância. Quando você melhorar, pode me convidar para jantar, não tem problema. — Joaquim estava feliz de poder passar mais tempo com Sophia.
Na mesa, Joaquim não parava de servir Sophia, descascando camarões e fazendo de tudo para agradá-la, muito atencioso.
Sophia realmente não estava acostumada com isso e recusou algumas vezes, mas ele não escutava. Ela ficou sem opção.
Letícia, ao ver o comportamento de Joaquim, não pôde deixar de perguntar:
— Joaquim, você não está realmente apaixonado pela Sophia, está?
Joaquim olhou fixamente para Sophia e acenou com a cabeça.
— Claro que sim!
— Mas nós vamos sair do país em breve. O seu amor platônico provavelmente não vai durar muito tempo. — Letícia balançou a cabeça enquanto comia.
— Sair do país? Para onde?
— Para o País M, na Academia Monte Azul.
— Sem problemas, quando? Eu também posso ir.
— Não pode! — Sophia interrompeu a conversa deles.
— Por quê?


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