— Ah, tudo bem, tia. — Sérgio respondeu obediente, devolvendo o celular para o tio Davi.
Embora ele não entendesse por que sua tia não vinha agradecer pessoalmente, achava aquilo muito rude.
Ele sabia que não podia ser uma criança mal-educada, então agradeceu novamente de forma sincera:
— Muito obrigado, tio Davi e tio Samuel. Minha tia está me esperando ali, eu vou voltar para ela.
Davi franziu as sobrancelhas. Que tipo de responsável era esse? A criança se perdeu e ninguém veio procurá-la? Deixar o menino voltar sozinho era completamente irresponsável.
— Nós vamos te acompanhar até lá.
Ele não confiava em deixar uma criança andar sozinha.
Sérgio acenou com suas pequenas mãos gordinhas.
— Não precisa, tio Davi, é bem perto. Quando eu chegar em casa, eu te ligo, tá bom?
Os grandes olhos brilhantes de Sérgio exibiam um traço de astúcia. Afinal, agora ele tinha o número do tio Davi e não teria dificuldade em contatá-lo depois.
— Então, tome cuidado. Nós vamos te observar até você chegar.
— Tá bom.
Sérgio acenou para eles novamente quando chegou à esquina. Só então, com seu pequeno corpo, desapareceu de vista.
— Sigam ele para garantir. — Davi ordenou a um dos seguranças.
O segurança o acompanhou rapidamente e viu uma jovem mulher indo embora com Sérgio. Ele voltou para relatar que Sérgio realmente havia se reunido com a família. Foi só então que Davi se sentiu aliviado e entrou no carro com Samuel para ir embora.
No carro, Samuel brincou com ele:
— Quem diria, você, que normalmente é tão frio, mostrando tanta paciência com uma criança que acabou de conhecer.
Inesperadamente, Davi respondeu à provocação:
— Ele é bem fofo.
Aquele olhar astuto nos olhos de Sérgio trouxe à mente uma pessoa que ele carregava profundamente na memória: Sophia.
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