Justo naquele momento, Davi entrou no quarto do hospital, empurrando a porta.
Sophia franziu a testa, olhando para ele, confusa, e falou com frieza:
— O que você está fazendo aqui?
Davi a olhou de cima a baixo, como se estivesse vendo um idiota.
— A escola ligou, dizendo que você se machucou. — Depois de falar isso, jogou a bolsa que estava segurando sobre a cama.
Sophia então se lembrou: ela havia perdido a memória e não tinha familiares. Os contatos de emergência e familiares que ela havia colocado na escola eram os de Davi.
Ela se aproximou da cama, pegou a bolsa com os medicamentos e, sem jeito, disse:
— Obrigada.
Davi ficou surpreso.
"Ela realmente agradeceu? Não era aquela cheia de raiva e agressividade nos últimos dias?"
— E o Joaquim? Por que ele não veio ao hospital? — Davi perguntou de forma casual, como se estivesse trocando fofocas com um amigo.
— Isso não é da sua conta! — Sophia respondeu, irritada, enquanto olhava seu próprio rosto no espelho pequeno do hospital.
Ainda bem que seu rosto não estava machucado.
Davi soltou uma risada fria.
— Ele deve ter te abandonado depois do prazer, não foi? — A voz dele tinha um tom de satisfação, como se estivesse se divertindo com a situação.
Davi a olhou de cima a baixo, com um sorriso sarcástico.
— Eu já te avisei, o Joaquim não vale nada, e você não acreditou. Agora acredita? Da próxima vez, tenha mais cuidado na escolha dos homens, para não ser enganada de novo.
Davi estava completamente diferente do que era na época da mansão; parecia que já tinha desistido de tudo.
Sophia revirou os olhos, sem olhar para ele.
Ela pensou consigo mesma: a maior burrice da sua vida foi se apaixonar por Davi, três anos atrás.
"Será que existe alguém pior do que ele? Mais canalha? Mais imbecil?"

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