— Então eu vou ajudar o Davi a organizar as coisas. — Valentina disse alegremente.
— Certo. — Davi respondeu, indiferente.
No fundo, ele sentia uma certa resistência, não estava acostumado a deixar que outros mexessem em suas roupas. Mas tinha receio de que, se dissesse algo, Valentina pudesse interpretar mal. Então, resolveu deixar por isso mesmo. Eram só algumas roupas.
Depois que a mala de Davi estava pronta, Samuel apareceu carregando a própria bagagem para encontrar Davi.
Os três saíram juntos.
No caminho, Samuel não parava de responder mensagens no celular, com um sorriso constante nos lábios. Ele parecia estar de ótimo humor.
Ao chegarem ao estacionamento, Samuel e Davi se despediram, e Samuel foi para o seu próprio carro.
O trajeto de volta de Samuel era diferente do de Davi.
Davi assentiu, indicando que entendia.
Ele segurava uma mala em cada mão, a dele e a de Valentina.
O guarda-costas, Gabriel, parou o carro na frente de Davi, desceu e pegou as malas, colocando-as no porta-malas.
— Sr. Davi, o carro está pronto. — Gabriel informou.
— Certo. — Davi respondeu, sem demonstrar emoção.
Gabriel abriu a porta do banco de trás, esperando que Davi entrasse.
— Davi. — Valentina chamou suavemente ao seu lado, sua voz doce e meiga.
Davi olhou para o rosto de Valentina, fixando o olhar nela por um longo tempo, como se estivesse tentando entender alguma coisa. Seus olhos hesitaram por um momento, mas logo pareceram decididos, como se tivesse tomado uma resolução.



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