— Não! Por favor, parem! As crianças estão assistindo. Não mostrem esse comportamento horrível na frente delas — Mia gritou urgentemente, interrompendo os homens furiosos antes que a situação piorasse. Ela sentia uma apreensão profunda em relação ao confronto feroz entre eles.
Ambos os homens pareciam despertar do transe e deram um passo atrás, aliviando a tensão. Adam também se importava com Gia e Maximo. Ele ficou magoado que eles escolheram Alessandro em vez dele; ele sempre os considerou como seus próprios filhos e queria ser parte da família deles.
— Deixe-me fazer isso, Alessandro. Só mais uma vez, por favor — Mia tentou convencer novamente seu marido mafioso.
— Estou esperando você. Termine isso rápido — ele respondeu, acenando em um aviso silencioso sobre sua impaciência antes de levar Emily e as crianças a uma mesa vazia próxima.
Mia sentiu um pouco de alívio por Alessandro ter, ao menos, concordado em dar-lhes algum espaço. Enquanto ele se afastava e sentava com as crianças, embora seus olhos permanecessem fixos nela, Mia se virou para Adam. Ela notou uma intensidade desconhecida em seu olhar, algo que nunca havia visto antes.
Os olhos intensos e avaliadores de Adam fizeram as palmas das mãos de Mia suarem. Seu olhar penetrante parecia despir suas defesas, deixando-a exposta e vulnerável.
— O que está acontecendo, Mia? — A voz de Adam estava fria, e a exaustão em sua respiração era evidente. — Eu não entendo como tudo mudou da noite para o dia. A família que deveria ser minha agora é de outra pessoa. — A acusação afiada em seu tom fizeram Mia se contorcer.
— Adam, nada mudou da noite para o dia, e essa é a parte boa. — Disse ela firmemente, mas sua voz permaneceu suave, carregada com o cuidado que ainda sentia por ele. Afinal, ele era seu amigo, e ela nunca se permitiria machucá-lo. — Quer você aceite ou não, eu... — Ela fez uma pausa, olhando para ele com olhos suplicantes, esperando que compreendesse. — Eu não o amo, e nunca te dei sinais do contrário!
Adam passou as mãos freneticamente pelos cabelos, praguejando baixinho.
— Por que ele é tão importante para você? O que há de tão especial nele? — Ele gemeu, a frustração permeando cada palavra.
Mas Mia não podia responder, ela não podia contar a ele a verdade. Confiava em Adam, entretanto, desta vez, ele estava muito zangado, e ela não sabia o que ele faria com aquela informação. Não, ela não podia correr esse risco. Seu coração doía pela dor que via em seus olhos, porém, sabia que algumas verdades eram perigosas demais para serem reveladas.
De repente, como se a realização tivesse surgido em sua mente, os olhos de Adam transbordaram de choque.
— Ele... ele é o pai! — Adam exclamou em perplexo.

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