Era Micah.
"Chefe, enviei um carro diferente, já que a gangue Marino já conhece seus veículos," dizia a mensagem.
Alessandro respondeu rapidamente com um "Ok" antes de colocar o telefone de volta no bolso interno do paletó.
— Está tudo bem? — perguntou Mia, percebendo a mudança de humor do italiano.
— Sim, dolcezza. É só negócios, nada importante — respondeu Alessandro, afastando a preocupação dela com um sorriso encantador.
— Podemos cancelar o jantar e ir outra hora — sugeriu Mia. Alessandro sentiu uma vontade avassaladora de beijá-la profundamente. Ela sempre era tão compreensiva e carinhosa, o que o fazia se apaixonar ainda mais.
— Está tudo bem. Vamos lá — ele disse, pressionando sua grande mão nas costas dela enquanto Gia e Maximo seguravam a mão de Emily enquanto caminhavam todos juntos em direção ao elevador.
Quando chegaram à entrada do prédio, Mia notou o guarda-costas de Alessandro, que também era seu motorista, esperando ao lado de uma limusine elegante. Micah e alguns outros guarda-costas estavam próximos, enquanto outro carro estava estacionado atrás da limusine, presumivelmente para Micah e os outros seguranças.
Mia achou estranho que houvesse tanta segurança para um jantar em família e olhou para Alessandro com desconfiança.
Mas Alessandro apenas sorriu quando Mia ergueu as sobrancelhas em questionamento. Sem oferecer nenhuma explicação, ele ajudou as crianças a entrarem na limusine, depois segurou a porta para Emily, impressionando Mia mais uma vez com sua gentileza. Onde estava o rude e impiedoso Alessandro Valentino que ela um dia conheceu? Ela se perguntou internamente, olhando para ele com olhos surpresos.
Quando estava prestes a entrar, o italiano estendeu a mão para ajudá-la. O gesto fez Mia morder o interior da bochecha timidamente. Ela podia sentir o calor subindo em seu rosto, certa de que suas bochechas estavam ainda mais rosadas que o blush que havia aplicado. O toque de Alessandro era suave, mas protetor, e a possessividade em seus olhos fez o coração de Mia palpitar. Ela o olhou, captando um brilho de desejos intensos que a deixou momentaneamente sem fôlego. Ele se sentou ao lado dela. As crianças continuaram falando animadamente sobre seu dia e os planos para a noite, e Alessandro participou com entusiasmo.
— Por que tanta segurança? O que você está escondendo de mim, Sr. Valentino? — Mia perguntou em tom de sussurro, inclinando-se mais perto de seu marido mafioso.
— Amore mio, você desconfia demais. É normal minha segurança me acompanhar aonde quer que eu vá — Alessandro respondeu, seus olhos se fixando nos lábios de Mia conforme ela se aproximava. Seu doce perfume acelerou seu coração, e ele pôde sentir seu desejo aumentando, apesar de estar cercado pela família.
— Mas isso é mais do que sua segurança habitual — argumentou Mia, com um leve biquinho nos lábios.
— Sim, porque estamos saindo. É meu dever manter você e as crianças seguras — vocês são meus para proteger — disse ele, em um tom tanto firme quanto afetuoso.
Mas Mia não ficou satisfeita com a resposta dele; ela sentia que Alessandro estava escondendo algo a mais. Enquanto continuava a encarar seu marido mafioso, Alessandro sorriu.
— Continue me olhando assim, e eu vou te beijar, piccola tentatrice — murmurou sensualmente, fazendo os olhos de Mia se arregalarem diante de tamanha ousadia. Ele nem se importou que as crianças estavam no mesmo carro.
Engolindo em seco e resistindo ao seu encantador e travesso marido, ela rapidamente desviou o olhar para a janela para esconder o rosto corado. Mordeu o lábio ao ouvir a risada divertida de Alessandro antes que ele se voltasse para conversar com as crianças.
Quando chegaram ao restaurante, as crianças pediram animadamente todos os seus pratos favoritos. Alessandro, envolvido com a empolgação e os pedidos infinitos, parecia ter esquecido que Mia estava ali. Elas insistiram para que ele se sentasse entre elas, e tanto Maximo quanto Gia queriam que Alessandro as alimentasse uma a uma com sua própria mão. Mia ficou tão divertida que balançou a cabeça diante das exigências teimosas deles, mas ficou ainda mais surpresa ao ver que o italiano estava mais do que feliz em atender a cada desejo de seus filhos.
A figura outrora temida e imponente agora estava sentada com um sorriso gentil, pacientemente alimentando Maximo com um pedaço de macarrão enquanto Gia ria ao lado, esperando sua vez. Os olhos de Alessandro brilhavam com uma ternura que Mia nunca tinha visto antes, e o som de sua risada se misturava perfeitamente com a alegria das crianças. Ele não teve problema algum em obedecer a cada comando delas, sem qualquer sinal de irritação ou impaciência.
Mia observava maravilhada, seu coração se enchendo de amor e incredulidade. Esse lado de Alessandro era algo que ela nunca imaginou.
Seus olhos pousaram em Emily, que estava ao seu lado, observando Alessandro e as crianças. Emily sorriu e fez um aceno de cabeça em direção a Alessandro, e Mia corou com a implicação silenciosa, mas não disse nada.

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